"A nossa projeção do toureio apeado a nível internacional está num impasse", diz Vitor Mendes ao Toureio.pt (c/som)

Vítor Mendes marcou presença na final do ciclo “Vem Tourear”, que decorreu sábado no Campo Pequeno, e o Toureio.pt aproveitou para falar com um dos mais importantes matadores de touros, nacionais.

Em termos do que é ensinado na escolas de toureio, começou por referir que “nós podemos ensinar nas escolas, as técnicas do toureio, mas depois…é o talento. E o talento é muito escasso. A técnica e perfeição não serve se não houver talento, e depois do talento tem que haver umas circunstâncias muito particulares de cada individuo, não nos podemos esquecer que isto são jovens que estão em formação de personalidade, mas desde o princípio que necessitamos que esses mesmos miúdos tenham ambição, capacidade de superação, método e muitas outras características, para poder singrar e andar para a frente”.

Acrescentou que “a escola serve para formar” e que actualmente “o que acontece nas escolas é que o nível vai aumentando e depois o que se requere dos jovens é uma quantidade de virtudes que não estão ao alcance de todos e depois quando chegamos à pátria do toureio, que é Espanha, encontramos em Espanha os melhores de outros países. Tem uma confrontação muito mais difícil e mais dura”.

 

 Em termos nacionais destacou a escola de Vila Franca de Xira pois “a única escola que tem tido presença no estrangeiro e até de nível é a de Vila Franca, até porque é a única que pertence à Federação de Escolas de Toureio Internacional”, dando como exemplo “o novilheiro, o João D’Alva, que no ano passado foi a nível internacional o que mais toureou e mais triunfos alcançou. Agora vamos ver é se ao passar para novilhadas com picadores é capaz de passar esses planos”.

 

Deixou criticas à lei portuguesa pois “infelizmente no nosso país não nos podemos tornar matadores de touros, aqui é terra de cavaleiros, é muito mais fácil em termos de facilidades e entender esse espectáculo. Ir para o estrangeiro, aprender lá, e depois “lutar” com outros jovens que têm um nível superior, é sempre complicado e difícil. Tem que se ter um nível muito alto”.

 

Da actualidade destacou os matadores Nuno Casquinha, Manuel Dias Gomes e António João Ferreira, deixando no final uma ideia interessante e que deverá servir para reflexão nacional, “para mim não se é matador de touros até que se confirme alternativa na maior e mais importante praça do mundo que é Las Ventas”, afirmando ainda que "a nossa projeção do toureio apeado a nivel internacional está num impasse".

 

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