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Coruche: “Carne de touro bravo acaba por ser promotora da actividade gastronómica do concelho durante todo o ano”, diz autarca (c/som e fotos)

Até dia 5 de Maio decorre em Coruche mais uma edição do certame “Sabores do Touro Bravo”.

A Praça de Toiros de Coruche volta a acolher as tasquinhas que prometem, por mais um ano, oferecer uma grande variedade de receitas em torno da carne de toiro bravo e dos ingredientes característicos das terras ribatejanas.

Este é um certame que já garantiu um lugar no roteiro dos eventos gastronómicos a nível nacional e, por isso mesmo, é motivo de interesse por cada vez mais pessoas de todo o país.

A música popular, a animação taurina e a exposição de clássicos, são os ingredientes extra para mais uma edição dos Sabores do Toiro Bravo.

O Toureio.pt falou com o Presidente da Câmara Municipal de Coruche Francisco Silvestre de Oliveira, que começou por dizer que “é um certame que já está consolidado. Vamos na 16ª edição, e portanto são 16 anos a promover a gastronomia na questão do touro bravo.”

O autarca acrescenta que “das reses bravas que não têm condição para ser lidadas ou que são rejeitadas face à sua genética. Entram na cadeia alimentar e nós encaminhamos-la para os restaurantes, porque esta carne de touro bravo acaba por ser promotora depois do que é actividade gastronómica do concelho durante todo o ano, uma vez que os restaurantes locais já vão adoptando nas suas ementas muitos pratos que têm na sua essência o touro bravo, e portanto acaba por ser em termos económicos importantíssimo para o concelho. Primeiro para os produtores porque acaba por haver um escoamento para este produto, que é um produto singular, e também para os restaurantes, obviamente, porque acabam por ser diferenciadores naquilo que são as suas ofertas.”

Francisco Silvestre de Oliveira refere ainda que “este certame acaba por ser o inicio daquilo que são as nossas actividades em termos daquilo que são os eventos a realizar no concelho de Coruche, e é sempre muito participado. Porque a gastronomia além de ser identitária do nosso concelho, que é rural, aficionado e com ligação muito próxima com a tauromaquia e acaba por ser uma forma diferente de vermos a tauromaquia porque como costumamos dizer é convidar as pessoas a vir fazer uma pega de caras no prato e como tal é um conceito diferente. Tendo em conta que ele é realizado neste ambiente envolvente da nossa monumental, que é a Praça de Touros de Coruche, acaba por ter esta singularidade muito própria, muito identitária e até porque se realiza num espaço aberto, o Parque do Sorraia, convidativo a visitação.”

 

Falamos ainda por João Cavaleiro Ferreira, da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, ERT, que começou por referir que é um certame “importante não só para a economia do touro, propriamente, mas também porque isto é uma carne fantástica, tem um receituário muitíssimo interessante, ainda agora acabei de comer umas “molesnas” que estavam divinais e por outro lado chama para uma das vertentes de um animal que não se pode perder e que vive regaladamente em 1.6/1.7 hectare, cuidadosamente com a sua alimentação e que se calhar é importante para esclarecer aqueles que acham que o touro é só lide e lide, no sentido de sangue, e não é bem assim.”

Questionado se a carne de Toiro de Lide pode ser ainda mais potenciada, João Cavaleiro Ferreira diz que “pode. Não é na sua totalidade, porque o touro de lide tem de ser lidado, tem de continuar a haver os mesmos cuidados genéticos considerando que ele é um touro de lide, mas isso não significa que nesta vertente ele seja amplamente divulgado, consumido, contribui para a economia do touro e para a economia desta terra. Porque Coruche com esta chamada de atenção para a carne do touro bravo não só pôs em marcha todo um processo do receituário que já existia, como há novo receituário e como há descobrir o receituário antigo e tem-se conseguido fazer coisas extraordinárias.”

 

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