Um espectáculo de recortadores volta a ser cancelado, agora na Chamusca. Misericórdia e Município demarcam-se e repudiam o sucedido

Uma vez mais, um espectáculo de recortadores não se realiza e termina com os aficionados a exigirem a devolução do seu dinheiro.

Depois de já ter sucedido, em Agosto, na Foz do Sizandro, este sábado (5 de Outubro) anunciava-se para a Praça de Touros da Chamusca um espectáculo de recortadores com o grupo Arte Lusa, um evento que acabou por não se realizar, por alegados desentendimentos entre a empresa promotora e os proprietários dos touros que iriam sair à arena, segundo adianta o Jornal O Mirante.

Após o anúncio do cancelamento do espectáculo, o público presente e que já tinha pago o seu bilhete, exigiu a devolução do mesmo.

No seguimento destes acontecimentos e tendo em conta que este ano se comemora o 100º da Praça de Touros da Chamusca, a Santa Casa da Misericórdia da Chamusca, proprietária do tauródromo, emitiu de imediato um comunicado onde refere que “face aos lamentáveis acontecimentos que tiveram lugar, hoje, durante o espetáculo de recortadores, na Praça de Touros da Chamusca, a Santa Casa da Misericórdia, faz saber que é totalmente alheia à organização do referido espetáculo, sendo este da única e exclusiva responsabilidade da Associação Eh! Toiro e Arte Lusa. É triste perceber que tais acontecimentos possam ter ocorrido na nossa Centenária Praça de Touros, demonstrando uma total falta de respeito pelo trabalho que tem vindo a ser feito ao longo deste último ano”.

Também o Município da Chamusca emitiu um comunicado, onde diz que “face aos acontecimentos desta tarde no espetáculo de recortadores na praça de touros, o Município da Chamusca informa que a organização do mesmo é da responsabilidade exclusiva da Arte Lusa e da Associação Eh!Toiro, não tendo assumido qualquer responsabilidade na organização do evento.

O Município da Chamusca sempre honrou os seus compromissos e sempre apoiou a tradição taurina no concelho, como parte importante do seu património cultural.”

Espera-se agora uma tomada de posição por parte da Associação Eh! Toiro e também da Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos, que se tem mantido em silêncio em casos semelhantes.

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