Zapopinas ou Lopecinas?

Caros amigos!

Estou de volta, como estarei de quinze em quinze dias para falar de uma coisa que todos nós gostamos muito: toiros.

Hoje e nos “próximos capítulos” irei dedicar-me ao toureio a pé. Primeiro, porque é uma arte que muito aprecio e da qual pouco sei pelo que, egoisticamente aproveito para fazer pesquisas e aprender, podendo ser útil também a alguns de vós que têm a amabilidade de perder algum tempo a ler esta nossa coluna e, já agora, a alguns conceituados cronistas da nossa praça, que se limitam a dizer que fulano esteve bem ou esteve mal, que teve palmas ou não, mas não escrevem como correu a lide, que lances de capote deu, se foram verónicas ou tafarellas, se gaoneras ou chiquelinas, ou no que à muleta diz respeito se as tandas foram por naturais rematados com passes de peito ou derechasos rematados com passes por alto ou se houve passes de adorno como molinetes, se correu a mão ou se os passes ficavam pela metade, por exemplo.

Hoje, trago-vos um caso de um lance de capote que estava adormecido na sua terra natal, o México, durante muitos anos até que alguém se lembrou da espectacularidade que tem.

De um modo geral os lances de capote e os passes de muleta ganham o nome de quem os celebriza, temos o caso das manuletinas, celebrizadas por Manulete, as dossantinas por Manuel dos Santos, as diamantininas por Diamantino Viseu, etc. No caso de hoje, veremos o lance que inicialmente tinha um nome: Zapopinas, criadas pelo mexicano Miguel Ángel Martinez Hernandez (El Zapopan), mas como quem as celebrizou foi Jullián López “El Juli”, ganharam o nome de Lopecinas.

Nos videos seguintes, terão oportunidade de ver que os lances são os mesmos embora sejam “anunciados” com nomes distintos.

De hoje a quinze dias estarei de volta, com mais curiosidades e depois do toureio a pé virá o toureio a cavalo que também tem curiosidades engraçadas para partilhar convosco.

Então até lá, com um abraço.

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