Toureio a cavalo numa semana triste...

Reunião ao estribo com “o caminho do toiro a fazer uma trajectória de menos de noventa graus com o caminho do cavalo”.

Quarteando-se..., isto é quando começa a fazer o desvio da trajectória para a esquerda.

Fazendo um quiebro

Nestes casos, em que o cavalo faz primeiro uma trajectória para a direita e, só depois, uma para a esquerda, muito marcada, por vezes o toiro não consegue corrigir a sua própria trajectória e fica paralelo ao cavalo não havendo reunião e o ferro fica a cilhas passadas. Se tal não acontecer e no mesmo movimento se conseguir que o toiro se recoloque, pode dar um ferro espectacular.

O Rejoneio é o nome que os nossos vizinhos espanhóis usam para apelidar o toureio a cavalo.

O Rejoneio tem, contudo, as suas especificidades, dado que se tratam de bases diferentes do que o que se toureia por cá.

O toureio a cavalo em Portugal era, e é, baseado na alta escola e na forma de tourear dos nobres, dando-se até conta que alguns dos nossos reis foram toureiros, e o rejoneio é baseado no trabalho de campo, consequentemente a sua forma é necessariamente diferente e assim se deve entender, no entanto há artistas de ambos os lados da fronteira que procuram o que dá mais nas vistas.

No lado de cá, importaram os quiebros e o toureio em curto, por vezes sem dar vantagens ao toiro. Do lado de lá, importaram a colocação do toiro de frente, para depois reduzirem a distância e cravarem o ferro. Quando bem executados quaisquer destas sortes têm valor, basta que respeitem os valores das sortes e os seus tempos.

No vídeo cujo link aqui deixo do Sol e Sombra,  http://www.solesombra.net/resumo-da-corrida-rejoneio-hoje-zafra/ nota-se bem a diferença entre os rejoneadores e o toureio à portuguesa.

Enquanto o toureiro português pára o toiro e cita-o de frente, dá-lhe vantagens e só depois arranca cravando ao estribo, os rejoneadores toureiam por vezes à meia volta, cravando quando o toiro ainda não está de frente e para remate da lide cravam ferros sem destino, ferros curtos, ferros de palmo, rosas etc., estando o toiro já praticamente parado.

São conceitos diferentes mas ambos válidos se entendermos a sua arte, mas não há dúvida que o toureio a que estamos habituados envolve mais risco e logo é mais aceite pelos espectadores lusos.

Caríssimos aficionados e escribas da nossa praça e em especial à equipa do Toureio.pt desejo um Ano Novo com tudo do melhor que há.

Infelizmente morreu Joaquim Bastinhas. Paz à sua alma e solidariedade à família. Na tauromaquia como na vida em geral, não somos eternos e a perda dum ente querido dói fundo e acho que é o que a família tauromáquica sente neste momento: uma dor profunda pela perda de um dos seus.

Que descanse em paz e os mais sentidos pêsames à sua família.

Chamusca_3agosto19
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