Colóquio na Chamusca. "A Tauromaquia está realmente viva e os aficionados estão a trabalhar para que ela continue” (c/som e fotos)

A acolhedora vila da Chamusca recebeu na tarde do dia 1 de dezembro um colóquio sobre tauromaquia promovido pela Associação das Tertúlias Tauromáquicas de Portugal (ATTP), que pela manhã realizou uma assembleia-geral.

O colóquio contou com os oradores Paulo Queimado, Presidente da Câmara da Chamusca, Luis Capucha, Presidente da ATTP, Nuno Pardal, Presidente da Associação Nacional de Toureiros, Helder Milheiro, Secretário-geral da Prótoiro e ainda Nuno Castel, Provedor da Misericórdia da Chamusca, tendo uma assistência que rondou praticamente a centena de aficionados.

Nesta tarde falou-se do presente e dos desafios dos Toiros e Portugal, tendo como base as mais recentes rejeições e aprovações ocorridas na Assembleia da Republica, nomeadamente a descida do IVA dos espetáculos para 6%, a manutenção da isenção do IVA dos toureiros e a continuação dos subsídios para a criação de reses bravas.

De destacar a forma convicta com que o autarca da Chamusca mostrou o seu apoio à Tauromaquia, deixando bem claro que, na descentralização que o governo tenciona fazer, rejeita a tutela da Tauromaquia.

O provedor da Misericórdia da Chamusca falou da história da praça da Chamusca, levantando um pouco do véu relativamente às comemorações do centenário da praça.

O Toureio.pt esteve presente e, no final, falou com o Presidente da Associação de Tertúlias Tauromáquicas de Portugal (ATTP), Luís Capucha, que começou por explicar a presença da associação nesta localidade dizendo que “nós viemos aqui a Chamusca fazer a assembleia de aprovação do caderno de actividades e o que resultou daí foi que o nosso plano de actividades vai continuar a insistir no trabalho que temos feito conjuntamente e no quadro da Prótoiro em defesa da festa de toiros e na promoção da festa de toiros, também num sentido de haver um esforço adicional associado ao dinheiro que os aficionados pagam, no sentido da Prótoiro ter mais possibilidade desenvolver a sua atividade”. Outra das actividades para 2019 desta associação passa por “prosseguir o nosso trabalho de promoção da Tauromaquia a Património Cultural e Imaterial, está a decorrer esse projeto que resultou de um Orçamento Participativo e portanto vamos aprofunda-lo e termina-lo no próximo ano”. Luís Capucha adiantou-nos ainda que, “vamos realizar um congresso internacional de carácter científico, mas também com uma componente ligada muito fortemente à tauromaquia, sobre homens e toiros e em princípio será realizado na Chamusca, será um evento de grande impacto internacional, com professores de todas as universidades de Portugal, Espanha e França.” Para além desta actividade o dirigente da ATTP referenciou ainda que “vamos desenvolver um conjunto de outras actividades que são corrente, porque nós existimos para colocar os aficionados a comunicar uns com os outros, a conhecerem-se de forma a que cada um não pense só na sua terra, pense também no conjunto, que é a Tauromaquia em Portugal.”

Já sobre o colóquio Luis Capucha fala que este colóquio visou “debater os temas da actualidade taurina, que são temas de grande importância para o futuro da festa, não são temas propriamente tauromáquicos, são temas relativos ao posicionamento da tauromaquia face às instituições”.

 

 

O Toureio.pt falou ainda com o Presidente da Câmara da Chamusca, Paulo Queimado, que nos disse ter sido “um gosto ter aqui na Chamusca este colóquio, até porque isto sendo um tema quente neste momento, é importante perceber da parte dos aficionados a reação direta daquilo que foram as decisões, nomeadamente agora com o Orçamento do Estado e portanto ter aqui na Chamusca esta discussão com uma mesa que foi muito interessante e portanto foi muito bom.”

Paulo Queimado deixa uma pequena reflexão sobre este colóquio, em que refere “a importância da Tauromaquia a nível nacional e portanto dizer que a Tauromaquia está realmente viva e que os aficionados estão a trabalhar para que ela continue por muitos e bons anos e portanto a tauromaquia está realmente de saúde”. O autarca refere que se deve refletir sobre “aquelas problemáticas que vão existindo para além daquilo que é a opinião de cada um, saber que da parte das autarquias locais, por parte do governo ou por parte das próprios dinamizadores económicos à volta da Tauromaquia, todos estes movimentos são feitos por pessoas e portanto há opiniões divergentes, há opiniões que realmente não são coincidentes com aquilo que é a decisão mas é isso mesmo que é a democracia e portanto é importante nós sabermos que há pessoas que defendem, há pessoas que querem e portanto é uma questão sobretudo cultural para além de ser aquilo que é a representação do povo e aquilo que as pessoas querem e é realmente uma manifestação cultural e expressão nacional.”

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