Imprimir

A Federação Portuguesa de Tauromaquia (Prótoiro) acusou a nova provedora dos animais de Lisboa de usar o cargo para se mostrar contra as touradas, assegurando que vai tomar medidas para que “seja respeitada a cultura” na cidade.

Na cerimónia de tomada de posse, que decorreu hoje nos Paços do Concelho, a nova provedora municipal dos animais de Lisboa, Inês Sousa Real, indicou que pretende salvaguardar os direitos “não só” do cão e do gato, como também dos animais utilizados para “espetáculos circenses, touradas, exposições de animais e venda”.

A Federação Portuguesa de Tauromaquia reagiu, defendendo em comunicado que “estas declarações inadmissíveis correspondem a uma instrumentalização ideológica da função de provedora, procurando a senhora Inês Real usar o seu novo cargo para implementar uma agenda animalista e antitaurina, ultrapassando o dever de imparcialidade, boa-fé e de respeito pela legalidade que quem exerce um cargo público tem de ter”.

A Prótoiro apontou, contudo, que “na verdade os espetadores de touradas na cidade de Lisboa subiram em 2014 cerca de 20%, como divulgou publicamente a empresa do Campo Pequeno”.

A mesma entidade considerou que “esta é uma postura que não é admissível por quem exerce um cargo público”, pelo que a nova provedora “demonstrou não estar à altura das funções públicas que lhe foram atribuídas, e não existe outra alternativa do que ser afastada do seu cargo”.

“A Federação Portuguesa de Tauromaquia e outras organizações relacionadas com o mundo animal irão tomar medidas junto do município da cidade de Lisboa sobre este gravíssimo caso, para que seja respeitada a cultura, legalidade e a liberdade dos Lisboetas”, pode ainda ler-se na nota.

A escolha da provedora foi feita em parceria com o Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN), que tem assento na Assembleia Municipal de Lisboa.