Foi através da sua página de facebook, que o Grupo de Forcados Amadores do Aposento da Moita anunciou a mudança no comando do grupo.

Leonardo Mathias será o sucessor de José Maria Bettencourt, que por motivos profissionais deixa o comando do grupo.

O anunciou foi feito através de um comunicado que passamos a transcrever na integra:

“Vimos através do presente comunicado anunciar uma troca de Cabo no GFA Aposento da Moita.

Após a habitual Assembleia Geral de final de temporada, onde este tema, entre outros, foi discutido por vontade do até então Cabo José Maria Bettencourt que por motivos profissionais irá rumar à Austrália o que não permitia que pudesse estar focado a 100% nos destinos do grupo, para então preparar a temporada que se avizinha.

Assim a partir deste dia os destinos do grupo passam a pertencer ao Leonardo Mathias que assumirá desde já está função.

A intenção de se retirar já tinha sido comunicada anteriormente pelo José Maria, contudo apenas hoje se oficializou a troca de Cabo que por motivos de ausência do mesmo não permite uma cerimónia durante um espectáculo taurino.

O GFA Aposento da Moita e toda a sua família desejam as maiores felicidades a ambos os elementos.”

Como é do conhecimento geral, a Tauromaquia foi alvo de alguns ataques anti-taurinos nomeadamente da área política, pois foram apresentadas na Assembleia da República um conjunto de propostas que atentavam contra esta cultura.

Várias personalidades conhecidas do grande público deram a cara por esta cultura identitária, no entanto, e apesar do Toureio.pt ter contactado a União das Misericórdias, o seu presidente Manuel Lemos não prestou qualquer tipo de declaração sobre o assunto, apesar de em Junho esta entidade ter assinado um acordo com a Prótoiro.

Neste sentido questionado o Provedor da Misericórdia da Chamusca, Nuno Castelão, a fim de saber qual é realmente a posição das Misericórdias na defesa da festa, tendo este referido que “as misericórdias sempre tiveram um papel importante na promoção e divulgação das corridas de touros que foram, em várias épocas, factor de extrema importância nas receitas das misericórdias no sentido de poder fazer o apoio social que é, digamos assim, a sua obrigação”, acrescentando que “existem muitas misericórdias que têm praças de touros e a União das Misericórdias não pode ser alheia a isso, nem pode ter a cobardia, digamos assim, de se minimizar perante os decorreres dos tempos serem uma moda. Porque eu considero isto uma moda porque se as corridas de touros têm a perspectiva de acabar, devem acabar por si só e porque o povo e todas as pessoas assim o queiram. Isto é uma cultura do povo, está muito centrada aqui no Ribatejo e no Alentejo, mas que chega e há aficionados em todo o país.”

O provedor da Misericórdia da Chamusca deixa claro que “nós não podemos negar aquilo que foi o passado. E não temos esse interesse. A União das Misericórdias faz parte da Prótoiro e como faz parte da Prótoiro também é um indicador positivo de que é defensor das corridas de touros. Ela própria faz de dois em dois anos a Corrida da União das Misericórdias Portuguesas e portanto deixa bem marcado a sua posição. É óbvio que há muito trabalho que é feito que não vem ao público mas que é feito por detrás do cenário.”

 

O estado de saúde de Joaquim Bastinhas continua a inspirar cuidados, havendo informação de febres altas, continuando por isso em coma induzido. Relembrar que o cavaleiro alentejano está internado há aproximadamente um mês no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa

 

O cavaleiro foi operado a um pólipo nos intestinos depois de se ter queixado de algumas dores e ter feito exames. Embora a cirurgia tenha corrido bem, houve complicações pós-operatório. Os médicos decidiram, então, colocá-lo em coma induzido. Novas complicações voltaram a surgir alguns dias depois, regressando ao bloco operatório, registando melhoras nos dias seguintes. Na semana passada, após novas complicações, regressou pela terceira vez ao bloco operatório.

O estado é preocupante mas as informações que nos chegam são poucas, apenas através de fonte hospitalar, tendo em conta que a família tem optado por recato e silêncio nesta fase difícil.

Nas últimas semanas muito se falou na defesa da Tauromaquia, pois foram alguns os ataques feitos a esta cultura identitária portuguesa.

Foi uma ocasião em que se falou, mais que nunca, em união dos intervenientes no espetáculo tauromáquico e em todos os aficionados.

O Toureio.pt quis saber junto Luís Capucha, Presidente da Associação Tertúlias Tauromáquicas de Portugal, qual tinha sido o papel das tertúlias e dos seus sócios na vitória recentemente alcançada na Assembleia da República, tendo este respondido que “a associação das Tertúlias Tauromáquicas de Portugal colaborou em todas as actividades que foram programadas”.

Questionado se os aficionados estão de facto consciencializados e mobilizados para a defesa da Tauromaquia, Luis Capucha afirmou que “sim, para as assinaturas dos baixos assinados que estiveram a decorrer, para participarem nos debates nos Órgãos de Comunicação Social, eu próprio participei em nome da ATTP em vários deles, para além disso houve mais debates sobre estes temas nas várias tertúlias, não foram organizados a nível nacional como este, mas vários a nível local”, acrescentando que “naturalmente declaramos perante os outros intervenientes na festa que o publico está disposto a contribuir de uma forma mais efetiva para de uma forma estratégica não andarmos sempre apenas a responder aquilo que os anti-taurinos fazem para podermos ter meios de forma a agir antecipadamente nesta luta que vai ser prolongada, começou agora da qual nós conseguimos sair por enquanto bem porque tivemos uma estratégia adequada.”

Já sobre a estratégia para combater os ataques anti-taurinos o dirigente disse-nos que “trouxemos para o debate e para a agenda os assuntos importantes da liberdade, da cultura, da diversidade, do respeito pelo outro, do que deve ser a relação entre os homens e os animais e daquilo que deve ser a reação dos homens uns com os outros, todos esses temas foram mobilizados de uma forma inteligente, foram discutidos de forma a promover unidade entre todos os sectores da festa e isso foi muito bom, e nós demos o nosso contributo porque nós representamos o público que sustenta a festa que até aqui esse publico nunca esteve organizado em nenhuma estrutura, nós queremos que mais tertúlias ainda se associassem a nós porque nós somos uma organização muito aberta.”

Actuamente com 24 tertúlias associadas, Luis Capucha disse-nos ainda que “já temos uma presença nacional, mas gostávamos ainda de crescer, para ter uma presença maior, para que no fundo todos possam dar a sua opinião, porque quando nós nos reunimos todos falam abertamente e nós normalmente, as cabeças que se juntam todas pensam melhor que duas ou três que pensam sozinhas e fazia falta na nossa festa e vai continuar a fazer falta por todas as razões, uma estrutura que faça ouvir a voz do publico”, dizendo ainda que “nós somos aqueles que não temos nenhum ganho com a festa, portanto não vivemos dela, respeitamos aqueles que ganham e achamos que aliás o dinheiro que os profissionais da festa ganham não se discute porque aquilo que eles fazem não tem preço, mas no fundo achamos também que os aficionados têm que ser ouvidos e portanto nós estamos cá para recolher a opinião de todos e depois expressar essa opinião nos sítios certos.”

 

 

Nos últimos meses muito se tem falado na transferência de competências do Estado Central para as Autarquias, no entanto não há um consenso relativamente às pastas a transferir para o poder local. Uma das pastas que o governo, liderado por António Costa, queria transferir para as Câmaras Municipais seria a tutela dos espetáculos tauromáquicos, no entanto os autarcas rejeitaram essa transferência.

O Toureio.pt falou recentemente com o Presidente da Câmara Municipal da Chamusca, Paulo Queimado, que se mostrou contra esta transferência. O autarca começou por dizer que “a questão que se coloca aqui não é propriamente a descentralização daquilo que é o licenciamento das actividades tauromáquicas, porque se formos a fundo ver a questão do licenciamento é um licenciamento à cultura”, complementando que “havendo a intenção de haver eventos, é obrigação do presidente de câmara licenciar e portanto não sendo uma actividade ilícita e cumprindo tudo aquilo que são os requisitos legais e exigidos para que exista uma actividade, seja ela em recintos fechados ou ar livre, a questão que se coloca aqui é a obrigação de que os municípios poderiam vir a ter de licenciar ou não a actividade tauromáquica.”

O edil refere que “isto não pode estar sujeito à opinião de uma pessoa, que em último caso é o presidente da câmara, que gosta ou não gosta. Porque se fosse realmente definir aquilo que é licenciamento e autorizar ou não, teria de ser abrangente à área cultural. Portanto se eu não gostasse de ballet ou teatro podia não licenciar um espectáculo de ballet ou teatro”, concluindo que “portanto, não faz qualquer tipo de sentido estar a meter do lado das autarquias o licenciamento ou não desta actividade.”

 

A comissão taurina de Azpeitia, anunciou recentemente as ganadarias que irão ser lidadas na tradicional Feira de San Ignacio.

Será uma feira que contará com uma ganadaria portuguesa, nomeadamente a ganadaria alentejana de Murteira Grave, que em 2019 regressa a esta praça.

Foram ainda anunciadas as ganadarias espanholas de Ana Romero e Salvador Gavira Garcia.

O Grupo de Forcados Amadores de Cascais promove no próximo dia 15 de dezembro a sua tradicional Festa de Natal.

O evento decorrerá em Monsaraz, na Herdade da Machoa, terá inicio pelas 09h30 com a chegada à ganadaria de Eng.º Luis Rocha, a que se seguirá um beberete.

Pelas 10h30 ocorrerá um convívio taurino com antigos, actuais e futuros elementos do grupo. Às 13 horas terá lugar um almoço de confraternização com a tradicional troca de prendas.

Há uma semana atrás, a Prótoiro realizou uma reunião magna em que juntou todas as associações que a compõem, onde foram debatidos os assuntos da actulidade, nomeadamente a vitória obtida recentemente na Assembleia da Republica, assim como os projetos para o futuro da Tauromaquia em Portugal.

O Toureio.pt falou com o Secretário-Geral da Prótoiro, Hélder Milheiro, que nos falou desta reunião começando por dizer que “foi um balanço para pormos ao corrente todas as associações e associados sobre o que se tinha passado, e serviu para lançar pontes para o futuro”, salientando que “não vale a pena ficar sobre louros dos resultados, temos é de criar pontes para o futuro. E por isso o mote que lançamos para a próxima temporada e nos próximos anos é a lógica de inovar e modernizar a tauromaquia.”

Hélder Milheiro refere que “é preciso renovar modelos de negócio, estratégias de comunicação, gestões de imagem, uma quantidade enorme de temas de gestão o sector que precisa de dar passos de afirmação cada vez maior”, deixando claro que “os resultados que agora existiram foram muito importantes mas o sector precisa de continuar evoluir, a crescer, a modernizar-se, a inovar, ampliar o seu efeito social, a sua visibilidade social e isso é possível com o envolvimento de todos os intervenientes e de todas as associações.”

O Secretário-geral da Prótoiro fala ainda sobre o Cartão do aficionado dizendo que “nós este ano com o lançamento do cartão aficionado e com a venda online de bilhetes tivemos aqui já dois testes sobre este tema. Temos apoio de parte considerável do sector empresarial e penso que eles viram os resultados positivos e já nos disseram que querem alargar essa lógica de investimento e modernização na temporada de 2019, e o nosso trabalho é levar a informação, consciencializar os outros intervenientes, de fazer que todas as áreas a tauromaquia tenham uma visão de comunicação pública cada vez maior para se chegar a cada vez mais pessoas e ter cada vez mais visibilidade. E é aí que queremos ser parceiros e em conjunto com todos apoiarmos este desenvolvimento.”

Já sobre a defesa da Tauromaquia, questionamos se essa defesa está diretamente relacionada com a qualidade dos espetáculos apresentados, ao que Hélder Milheiro respondeu que “a maior defesa da tauromaquia é uma tauromaquia activa, viva, forte e enérgica”, mas acrescentou que “é normal que o espectáculo seja o mesmo mas a qualidade do espectáculo e dos intrvenientes como um todo seja diferenciável entre 1ª, 2ª ou 3ª categoria. É como os concertos…”, dizendo ainda que “deve haver sempre a preocupação de cumprir o que são as expectativas do cliente e não defraudar”, concluindo dizendo que “há intervenientes que são profissionais e outros que não o são a tempo inteiro. Isso também faz diferença no resultado. Mas aqui soberano é o público que vai ou não.”

 

 

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