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Tradicional "corrida do fogareiro" a encerrar a feira da Moita do Ribatejo. Um cartel de seis cavaleiros para lidar um curro de toiros da ganadaria do Dr. António Silva.

Coube a Sónia Matias abrir praça perante um toiro com quinhentos e setenta quilos; em dia não, Sónia não se conseguiu entender e sentiu evidentes dificuldades com o seu oponente, uma lide curta e com pouco para contar.

Fábio Silva dos forcados amadores da Moita do Ribatejo abriu o capítulo das pegas fechando-se à terceira tentativa.

Gilberto Filipe teve pela frente um toiro sério ao qual imprimiu uma lide sempre em crescendo; destaque para o terceiro ferro curto; terminou com um violino e adornos que agradaram ao respeitável.

Pedro Belmonte dos forcados amadores de Alcochete brindou ao público e pegou à primeira tentativa com o toiro a arrancar com grande velocidade e o grupo a rematar junto às tábuas a emotiva pega. Volta para cavaleiro e forcado.

Filipe Gonçalves arrimou-se com o terceiro da noite; parou-o com três bons ferros compridos; cravando depois bons ferros curtos quase todos com batidas ao piton contrário; pisou terrenos de grande compromisso e soube tirar partido da emoção que o toiro tinha; uma lide alegre e sem tempos mortos onde ainda houve tempo para rematar com um violino cravado com o famoso "Xique", grande triunfo do cavaleiro algarvio.

Francisco Mirrado dos amadores da Moita pegou sem problemas à primeira tentativa. Ambos os artistas foram premiados com volta.

Marcos Bastinhas lidou com sabor a triunfo o quarto toiro da noite; uma atuação séria perante um toiro que pedia contas; grandes ferros e momentos emotivos na forma como bregou e rematou as sortes com ajustados ladeios que bastante agradaram ao público; rubricou a grande atuação com a tradicional marca da casa Bastinhas: O tradicional par de bandarilhas.

João Machacaz dos forcados de Alcochete pegou de forma perfeita à primeira tentativa.

Volta para cavaleiro e forcado.

Tomás Pinto entrou nesta corrida substituindo Joaquim Bastinhas; brindou a sua lide a Marcos e certamente desejando as rápidas melhoras a seu pai.

Uma lide que começou com um forte embate contra as tábuas felizmente sem consequências nem para cavaleiro nem para cavalo, a irregularidade foi a nota dominante na atuação de Tomás Pinto; a vontade de ir de frente ficou patente na forma como partiu para o primeiro curto, pagou a fatura com um toque, remontou depois uma lide que terminou ainda em bom plano rematada com dois violinos. Foi premiado com volta.

Pedro Raposo cabo dos amadores da Moita tinha pegado de forma rija à primeira tentativa, mas a falha dos ajudas cá atrás assim não permitiu; a situação complicou-se tendo depois resolvido a sesgo à sesta tentativa com ajudas bem carregadas.

A praticante Mara Pimenta lidou o último toiro da noite que como todos os outros pediu contas; uma lide onde a jovem cavaleira arriscou e ganhou a "pelea" ; ferros de boa nota para uma lide que agradou a todos, no final era bem visível a cara de satisfação da pupila de Diego Ventura; tarefa cumprida; e certeza que vai no bom caminho.

João Pedro saiu lesionado depois de uma tentativa, sendo dobrado por Diogo Timóteo que resolveu ao primeiro intento para os amadores de Alcochete.

Três quartos de casa numa corrida que ficou marcada pela apresentação; seriedade e emoção do curro de toiros do Dr António Silva. A volta para o Ganadeiro teria sido sobejamente merecida; o Exmo Sr Director Manuel Gama assim não o entendeu.