José Luis Zambujeira faz esclarecimento sobre o Festival Solidário de Beja

Na sequência do comunicado emitido esta quinta-feira, 17 de Setembro, pela CerciBeja sobre o tradicional festival taurino de solidariedade que anualmente se realiza em Beja, o empresário José Luís Zambujeira respondeu emitindo também um comunicado que passamos a transcrever na íntegra:

“Festival Taurino de Outubro em Beja

Sobre o Festival Taurino que se realizará no próximo dia 10 de Outubro em Beja, venho eu, José Luís Zambujeira esclarecer o seguinte:

1 – Em 2007, quando me despedi de cabo do Grupo de Forcados Amadores de Cascais, sonhei em organizar um Festival Taurino solidário em que fosse possível ajudar instituições da minha cidade, assim, os lucros desse Festival, cerca de 34.000€ foram distribuídos igualmente pela CerciBeja, Buganvilia e para Sofia (uma jovem que necessitava de fazer um tratamento em CUBA, em consequência das graves lesões com que ficou decorrentes de um acidente, e para o qual a família não tinha recursos).

2 – Ao longo destes quase oitos anos, em todos eles o Festival se realizou, sempre a favor da CerciBeja e de outras instituições ou particulares com deficiências, e em que apenas por uma vez, não me coube a mim a organização, em todas as outras fui o responsável pela montagem dos carteis, contactos com artistas, ganadeiros e outros colaboradores, em que as instituições apenas tinham que vender bilhetes, angariar patrocínios e pagar as pequenas despesas inerentes à realização do Festival, sempre com estes a supervisionar tudo. Assim, não me acho dono do festival, mas sim o seu principal promotor.

3 – Este ano o Festival será novamente de solidariedade, mas não a favor da CerciBeja, mas sim do Centro de Paralisia Cerebral de Beja e da Sociedade Capricho Bejense, por entender que existem mais intuições a necessitar de ser ajudadas.

4 – O Festival deste ano será marcado pela despedida do meu filho Joel Zambujeira, de cabo dos Amadores de Cascais, numa corrida que contará com a presença dos antigos e atuais forcados deste grupo, numa cidade a que o grupo tem fortes ligações por ser a terra da maioria dos seus forcados, tendo o atual cabo passado a sua infância a brincar junta a esta. Assim, não fazia sentido repartir as pegas com outro grupo, nomeadamente com o Grupo de Forcados Amadores de Beja, pois estaria o Grupo de Cascais com cerca de 70 forcados fardados e Grupo de Beja com apenas 18.

5 – Nada me move contra o Grupo de Forcados de Beja, até porque a primeira pessoa que foi informada desta intenção foi o seu cabo, José Maria Charraz. E como pode ser comprovado pelos carteis que monto ou pelos que ajudo na organização tenho por norma incluir sempre o Grupo de Beja, mas desta vez penso que não teria lógica a sua inclusão no cartel, tal como o Grupo de Cascais não atuou na corrida em que o José Maria Charraz assumiu o comando so seu Grupo.

Assim, em 2015, este Festival voltará a realizar-se, voltará a ser de solidariedade e se Deus quiser, voltará a ser de casa cheia, para que o Centro de Paralisia Cerebral de Beja e a Sociedade Capricho Bejense possam continuar a ajudar os seus associados!

José Luís Zambujeira”

 

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