Mata-o-demo arrebatou os prémios em disputa no concurso de ganadarias da Moita

Na passada quinta-feira, dia 12 de Setembro teve lugar a já esperada corrida à portuguesa, concurso de ganadarias da feira da Moita.

Apresentavam-se a concurso algumas das mais representativas da cabana brava nacional.

Estavam em disputa os prémios de apresentação e bravura.

Para lutarem por tais troféus tivemos toiros das seguintes ganadarias:

Casa Prudêncio com encaste Murube – Urquijo e outros

Condessa de Sobral com encaste Parladé (Torrestrella)

Jorge de Carvalho com encaste de Oliveira Irmãos e outros

Passanha com encaste Murube – Urquijo

Ascensão Vaz com encaste Cabral Ascensão e Parladé(Domec e Torrestrella)

Mata o Demo com encaste Ibarra – Parladé (Domec)

Para lidarem este interessante curro de toiros vieram os cavaleiros António Telles, Luís Rouxinol, João Moura Jr, Andrés Romero, Luís Rouxinol Jr e António Prates.

Pegaram esta noite na Daniel do Nascimento, em solitário, o Grupo de Forcados do Aposento da Moita que tem como cabo Leonardo Mathias.

António Telles lidou um bonito toiro de Jorge de Carvalho e, como é seu timbre, não soube estar mal. Sem deslumbrar e com o toiro que se mostrou desinteressado e só cresceu após a colocação do primeiro ferro tendodepois vindo a mais proporcionando uma lide em crescendo, com ferros ao estribo. De salientar o último, junto aos curros, dando todas as vantagens ao toiro e conseguindo o seu melhor ferro da noite.

Para pegar saltou Ruben Serafim que só à terceira tentativa conseguiu concretizar a pega. O toiro derrotava forte e o grupo não se conseguia fechar mas desta vez a coisa compôs-se e a pega efectivou-se.

Luís Rouxinol toureou um de Condessa de Sobral.

Com o profissionalismo que se lhe conhece conseguiu levar a bom porto uma lide em que a partir do terceiro curto se notava que faltava toiro, consegue mais dois ferros de boa nota mas em nítido esforço, quer do toiro quer do cavaleiro. O palmito com que encerrou a lide foi cravado com o oponente quase parado.

Pegou este toiro o forcado João Ventura. Na primeira tentativa e com o forcado bem fechado na cara do toiro, passou pelo grupo e deu quase uma volta à praça debaixo de uma enorme chuva de aplausos.

Na segunda tentativa voltou a notar-se falta de coordenação nas ajudas mas desta vez ficou sendo, contudo, muito atribulada até o desfazer da sorte.

A João Moura Jr. calhou-lhe em sorte um toiro de Ascensão Vaz. O toiro não era voluntarioso e João Moura Jr. teve que se haver com ele, destacando-se o primeiro e quarto curtos bem preparados com uma brega bonita,deixando o toiro nos terrenos mais convenientes. No último, o quarto, aguentou uma enormidade junto às tábuas por uma investida que tardava mas que foi crescendo e conseguiu deixar um ferro que o público aplaudiu.

Martim Cosme foi o homem eleito para esta pega. O toiro foi tardo na investida mas quando o fez, proporcionou uma boa reunião e atravessou a praça de cabeça no ar com o forcado bem encaixado na cornamenta até que o grupo ajudou como deve. Muito boa pega.

Para Andrés Romero saiu o Passanha que se plantou no centro da arena, sem transmissão e que obrigou o rejoneador a trabalho intenso valendo-se da escola espanhola com quiebros grande parte deles muito largos, sem cuidar das reuniões.

O cabo do grupo, Leonardo Mathias decidiu pegar este Murube que prometia não ser fácil uma vez que mal se tinha empregado na lide a cavalo.

Leonardo chamou o toiro que arrancou franco e fechou-se como mandam as regras entrando forte pelo grupo que fechou e concretizou um grande pega.

O da casa Prudêncio calhou a Luís Rouxinol Jr.. Era um toiro bonito mas era preciso muito trabalho para o tourear e muito cuidado para quem estava na trincheira, mais uma vez apinhada de gente. Após o primeiro ferro galopou em direcção à trincheira e, no sector 3, saltou-a apanhando um dos fotógrafos de serviço que teve que receber tratamento na enfermaria após o que foi transportado ao Hospital do Barreiro.

A lide foi quase toda construída com sortes sesgadas, salvo um violino no início e um palmito com que encerrou a lide.

Martim Afonso foi o escolhido para pegar este morlaco. Primeiro o toiro apanhou pelos joelhos, depois foi um puntaso na barriga e só na quarta tentativa do grupo, a sesgo e com ajudas extra vindas de onde as havia, foi possível parar o Prudêncio.

Só o cavaleiro tinha direito a volta mas mesmo assim só agradeceu no centro da arena e recolheu-se.

António Prates, um jovem cheio de qualidades, teve ao seu dispor o melhor toiro da noite.

Este toiro foi o escolhido pelo júri como vencedor dos prémios em disputa: bravura e apresentação.

Convenhamos que foi bem entrgue!

Logo ao segundo comprido já cuida da sorte e crava a quarteio carregando a sorte, depois nos curtos brega com preceito, a duas pistas e leva o toiro para os terrenos que quer. O terceiro curto sai um pouco pescado e quando quer tourear por quiebros a coisa complica-se. O quarto ferro curto, cravado a quiebro fica quase na barriga do toiro, o quinto termina com uma pata do cavalo enganchada na cornamenta do hastado e o último tem a reunião à garupa do cavalo.

Podia ter saído melhor a lide deste toiro.

João Gomes também só à terceira tentativa ficou após mudar os terrenos ao toiro e o grupo afinar estratégias.

Podemos dizer que na última tentativa se concretizou uma pega eficaz.

Dirigiu o director do espectáculo foi Ricardo Dias assessorado pelo veterinário Carlos Santos.

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