Messejana: Cumpriu-se o ritual!

Nª. Srª. Assunção saiu á praça e a ombros abençoou a Festa brava e suas gentes, num dos mais carismáticos palcos taurinos deste País, a arena da “Praçinha” Padre Simões Serralheiro em Messejana.

Lotação esgotada para assistir à corrida anual por ocasião das Festas de Stª. Maria. “Nem que a vaca tussa” a corrida é a 15 de Agosto. É este o dia, seja de que dia de semana for!

O curro de Canas Vigouroux não foi o parceiro ideal para a festa. Correto de apresentação saiu manso, difícil e sem emprestar grande brilhantismo, foram mais “potáveis” o terceiro e quinto.

Muito tiveram de porfiar os artistas e foram eles que puseram a noite no lado mais positivo.

Luís Rouxinol viu-se com o pior lote e entregou-se a um público que o acarinha e respeita particularmente. Estava “em casa” mas nem por isso se acomodou e as duas lides são de muito profissionalismo e respeito, ante condições muito adversas. Figura é figura, mesmo que os “elementos” não sejam os mais fáceis.

Vítor Ribeiro andou também no mesmo registo de profissionalismo que o caracteriza. Melhor no seu segundo, mais colaborante e em que triunfou e chegou à bancada com facilidade. O público a valorizou uma lide mais artista e composta por ferros com a marca da casa, frontais, no sítio e rematados com ligação. Gostámos.

António Brito Paes aproveitou bem o terceiro que se deixou. Cresceu á medida que a lide foi evoluindo pelo caminho do sucesso. Bem a lidar e a mandar no oponente, executou com limpeza, ligação às bancadas e ao toiro. Nunca o deixou ir para “outros caminhos” e esteve aí a base do êxito. No seu segundo, bem mais reservado e difícil pouco pode fazer mais que deixar a ferragem sem grande história.

Não fosse a última pega ter sido mais atribulada e difícil se afigurava a missão do júri (constituído por nós próprios, João Dinis e Paulo Calado) para a atribuição do troféu em disputa para o melhor Grupo em Praça (como deve de ser, ao invés de para a melhor pega e com três toiros para cada Grupo ao invés de dois, como se tornou má moda, desculpem mas insistimos…). Noite para a “cantera” e de muito alento para um futuro próximo, em ambas formações. Os “rapazes” estiveram bem!

Os Amadores de Montemor “limparam” a noite com três boas pegas à primeira, “sem espinhas” e por mérito próprio justificaram o prémio que lhes foi atribuído. Foram solistas: Francisco Barreto, Luís Valério e Manuel Dentinho.

Por bom caminho ia a noite dos Amadores de Beja até ao último, em que fruto de alguma inexperiência foi necessário Diogo Morgado (1 tentativa) dobrar Afonso Casadinho (duas tentativas). Não deslustrou exibição positiva e a rodar dos Bejenses. Bem à 1ª Mauro Lança e Moisés Moura, também à 1ª com eficiência.

Dirigiu com diligencia Sr. Tiago Tavares, assessorado pelo Dr. Feliciano Reis, embolação e ferragem de Luís Campino.

 

 

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