Milfontes: Sónia e Amadores de Beja!!

Praça muito composta de publico que colaborou na angariação de fundos para o Lar de Idosos da Casa do Povo de S. Luís, naquela que foi a sua terceira corrida de toiros. Pelos vistos, cimentada a data e o evento!!

Bem apresentado e heterogéneo de tipo e comportamento o curro de Brito Paes. Oco e sem condições o 1º, Bravo o 2º, Colaborante e com raça o 3º, Colaborante o sobrero 4º, Reservado o 5º e Mau o ultimo. No global exigiram dos intervenientes, tanto pela positiva como pela negativa, o que conferem um acrescido interesse quando se sentem da parte destes vontade em dar a "volta ao texto" como foi o caso. Por isso resultou bem o espetáculo.

L. Rouxinol viu a sua noite resumida a uma atuação regular no sobrero 4º, sem a chama de outras, mas correta, ligada e do agrado do conclave. No seu primeiro deixou ferragem, a muito custo, num exemplar oco, sem casta que se parou sem investir nem defender, no centro da arena. Foi coadjuvado pela quadrilha habitual, David Antunes e Josué Salvado.

Sónia Matias viu sair-lhe um Bravo daqueles que incomodam "até aos anjinhos". Codicioso, com muito motor, nobre e pronto de qualquer terreno, para a luta. Ao mínimo sinal aí estava ele com muitos pés e fiereza. Sónia plantou-lhe luta, aguentou de frente e com compromisso duas investidas poderosas e extemporâneas, nos curtos, com reunião de "ai, ui" e ferros cingidos, que lhe conferiram um êxito, a emoldurar uma performance global muito agradável. No seu 2º porfiou e suou para dar a volta a um manso que media. Teve nos violinos de remate os momentos mais altos da lide. Auxiliada na arena por José Russiano e Ricardo Pedro.

António B. Paes passou por Milfontes (praticamente em casa) com o oficio e soluções que advém da boa quadra e do sentido de lide que vem evidenciando, em particular esta época. No seu primeiro demorou a acoplar-se a uma investida vigorosa e com raça, procurou e encontrou a forma de mandar e dar-lhe a volta, sem o mascarar. Escolha acertada de montada para os curtos, templou mais na reunião, ligou mais as execuções e compôs atuação exitosa, de profissional e que envolveu as bancadas. No seu segundo fez o que tinha a fazer, com honestidade despachou um manso ordinário e perigoso, que em tabuas não esboçava a mínima intenção de investir e quando sentia o cavalo fora de sorte, arreava com maldade e muita violência. Foi um jogo de "gato e rato". Trabalharam em conjunto na brega, Luís B. Paes e João Bretes.

Nas pegas uma noite de exigência moderada. Investidas prontas, algumas com muitos pés, em reuniões francas e viagens vigorosas sem bater. A exceção a esta regra foi foi o último da função. Muitos caras não estiveram bem a reunir, mas melhor em raça a quererem ficar, nas emendas forçadas, durante as viagens.

Êxito indiscutível do GFA Beja. Atuação redonda e correta, sem vacilar nos caras nem nas ajudas. Experimentados ao serviço, João Fialho perfeito à 1ª e Ricardo Castilho num pegão ao ultimo(também à 1ª), mandou na investida rebrincada e a medir, recebeu bem,  enrolou-se e aguentou violentos derrotes para baixo e a sacudir, com muita alma, enquanto os companheiros também não viraram cara. Ficou por dar a segunda volta em…solitário, o publico não pediu (santa iliteracia taurina)…

Os Amadores de S. Manços vacilaram nas ajudas do seu 1º (como vemos com frequência a vários grupos, agarraram-se uns aos outros, em vez de se agarrarem aos pitons do toiro e tapar-lhe a cara, e depois saem em "cacho" num derrote simples, é inglório!), à segunda consumaram na ajuda a Pedro Pontes. João Fortunato é um daqueles forcados que cria empatia com o publico e esteve quase perfeito não fora a reunião adiantada. À 1ª consumou pega vibrante, com muitas ganas e força de braço para ficar numa viagem com muita pata e derrotes fortes, já nas terceiras.

Os A. Cascais tiveram uma noite para reflexões, com duas dobras em dois toiros, logo nas primeiras tentativas e os caras mal. Defendeu Ventura Doroteia, a honra do convento, pela raça com que se afoitou e pegou o tal Bravo, com muito motor, 2º da função, a dobrar Paulo Loução. Dário Silva dobrou, sem brilhantismo, Rui Trindade (que fizera outra), no reservado 5º.

Importa referir, porque condicionou o espetáculo, o mau estado do piso…um problema recorrente e que merece a maior atenção em ocasiões futuras!!

Dirigiu o Sr. João Cantinho, com embolação de Luís Campino.

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