Domingo, Agosto 14, 2022
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Mourão abriu a temporada a dar oportunidade aos jovens…

No dia 1 de fevereiro, dia de Nossa Senhora das Candeias, é tradição acontecer o primeiro espetáculo da temporada taurina portuguesa, nomeadamente na Praça de Touros Dr. Líbano Esquível, em Mourão, no distrito de Évora.

Uma vez mais pela organização do ganadero Dr. Joaquim Grave este espetáculo foi por diante, tendo contado com pouco mais de meia casa, numa tarde em que a meteorologia ajudou e onde o cartel foi mais virado para os jovens, muito em jeito de novilhada.

Neste festival lidaram-se seis novilhos da ganadaria alentejana de Manuel Calejo Pires, que saíram na sua maioria bem apresentados para o tipo de espetáculo e dando jogo desigual, no entanto sem nunca complicarem demasiado e se houve percalços durante as lides a culpa foi dos toureiros.

Abriu a tarde Francisco Núncio Filho, este que apesar de alguns toques na montada, andou desembaraçado mas sem romper o desejado para alcançar o triunfo, talvez com as sortes mais cingidas a lide teria resultado de outra forma. Durante a lide sofreu uma queda, sem consequência, pois o seu cavalo escorregou numa zona da arena mais húmida.

Seguiu-se mais um jovem toureiro de dinastia, Francisco Correia Lopes, um jovem valor que se não fosse a velocidade que imprimiu à atuação estaríamos a falar de um triunfo.

António Telles Filho, que fez a sua apresentação em público e num festejo oficial, mostrou ter na sua mente o toureio da Torrinha e foi esse que imprimiu numa lide que foi de menos a mais, onde, e como é óbvio há erros a corrigir.

Nas pegas estiveram os Forcados Amadores da Póvoa de São Miguel, tendo sido caras Fábio Madeira, à 2ª tentativa, Albino Martins, à 1ª tentativa e Ruben Torrado, à 1ª tentativa.

Na parte apeada houve competição entre os três jovens novilheiros, mas sobressaiu o que veio do outro lado da fronteira.

Abriu esta parte Joaquim Ribeiro “Cuqui”, esteve variado no capote, sendo que depois ao responder ao quite feito por Diogo Peseiro, sofreu uma violenta voltareta que o levou a ser assistido na enfermaria. Recuperado do percalço, Cuqui esteve com raça na muleta, mas também não conseguiu romper para o triunfo, pois o novilho adiantava-se pela direita e era por ai que o novilheiro insistia em tourear.

Diogo Peseiro também esteve variado no capote, bandarilhou muito bem fazendo soar forte ovações, mas depois a sua atuação esfriou um pouco, com uma faena em que na nossa opinião poderia ter retirado mais do novilho que tinha pela frente.

O espanhol Manuel Perera, surpreendeu, pois andou valente e com raça do inicio ao fim da atuação. Esteve bem no capote, assim como na muleta em que aproveitou o novilho que teve pela frente, por ambos os lados.

É certo que ao ler esta crónica pode estar a pensar que “la estão eles a elogiar os estrangeiros, em vez de apoiarem os nossos”, dizendo eu desde já que apoiar não será dizer sempre que está tudo bem, mas apontando os erros, ou pelo menos dizer que algo esteve menos bem, para que posteriormente se possa melhorar e é esse, ou pelo menos deve ser esse o papel da critica/imprensa taurina, seja inicio, meio ou fim da temporada.

E assim foi este primeiro espetáculo do ano…

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