Sexta-feira, Dezembro 2, 2022
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Na ultima de Badajoz apenas um nome deu nas vistas, Leonardo Hernandez

A corrida de rejoneio encerrava este ano a Feira Taurina de Badajoz; segundo dia consecutivo com todos os artistas a sair em ombros.

Pablo Hermoso de Mendoza a abrir a tarde com uma lide em que esteve por cima do seu oponente, que pouco se empregou nas investidas; Pablo apenas lhe cravou um rojão de castigo, mas mesmo assim, a mansidão e a falta de casta levaram a que o toiro terminasse em tábuas; antes, o Cavaleiro de Navarra cravou-lhe ferros de boa nota, principalmente o primeiro cravado nos médios; “hermosinas” no remate das sortes e uma brega cuidada saldaram a actuação com nota positiva, no entanto na hora de matar falhou, uma vez com o rojão e outra com o descabello o que o impediu de cortar um troféu. O segundo toiro lidado por Pablo foi o único da tarde que levou dois rojões de castigo; bregou com ladeios e cravou ferros de nota alta, terminou a lide com um par de “meias” bandarilhas a duas mãos que agradou forte ás bancadas; o rojão foi certeiro e quando Pablo de desmontou da montada esperando que o toiro dobrasse, o cavalo mordeu o toiro e vira-lhe as costas deixando um par de coices dirigindo-se no imediato de caras á porta do pátio de quadrilhas; desplante, ou número, como lhe queiramos chamar, perfeitamente desnecessário para uma das primeiras figuras do rejoneio; cortou as duas orelhas e na volta de agradecimento o público exigiu a presença do dito cavalo do “número” na arena; coisas!

Champagne, Titan, Sol, Calimocho, Olé, Amatista, Xerope, Estoque e Despacio compõem a quadra de Leonardo Hernandez, chamados aqui os nomes dos protagonistas, todos eles de raça Lusitana. Leonardo provou mais uma vez em Badajoz que os seus triunfos não são fruto do acaso. Apenas o rojão que cravou no seu primeiro resultou um pouco traseiro; o primeiro curto, no corredor em terrenos apertados e em inicio de lide foi um grande ferro; os outros dois que se seguiram também: citou em curto nos médios e cravou de alto a baixo com grande acerto; crava mais um ferro com o toiro a arrancar-se aguentando Leonardo e reunindo com emoção; três de palmo e uma rosa remataram uma grande actuação premiada com o corte de duas orelhas. O seu segundo toiro foi lidado de forma diferente e bem conseguida; o cavalo Sol deliciou-nos com a brega e remate das sortes, qual muleta; três de palmo em sorte de violino, mata de rojão certeiro e corta mais uma orelha.

A Francesa Lea Vicens cortou também ela uma orelha em cada um dos toiros que lidou; depois de um rojão de castigo, crava a primeira bandarilha que resultou traseira; depois opta por deixar ferros com pronunciadas batidas ao piton contrário e mata de rojão fulminante; a sua segunda lide foi mais cheia de adornos, ao toiro mais gordo da corrida; Lea, ou porque não sabe, ou porque não quer, ou porque não consegue, não crava bandarilhas: deixa-as! Só o quarto ferro curto que cravou foi de alto a baixo, todos os outros…no entanto, como em Espanha muitos dos troféus se ganham com a espada ou com o rojão, o seu manejo certeiro é sinónimo de facturação.

O curro de toiros de D. Luis Terron bem apresentados e sem o excesso de carnes muitas das vezes metidos neste tipo de encaste tiveram comportamento muito acima do habitual, andaram e não comprometeram em nada os artistas.

Em dia triste para o toureio, foi no início das cortesias guardado um minuto de silêncio em honra do Matador de toiros e Bandarilheiro Roberto Gallardo falecido tragicamente de acidente de tráfego na madrugada anterior, tinha apenas trinta e sete anos.

A praça contou com pouco menos de meia casa, a menor entrada de público das três corridas que compunham a Feira Taurina de São João de Badajoz.

 

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