“Não podemos esquecer que o toureio precisa de emoção”, diz Ana Batista sobre a sua presença no Campo Pequeno

Esta quinta-feira, 2 de agosto, a Praça de Touros do Campo Pequeno receberá uma corrida de touros mista, em que um dos intervenientes é a cavaleira Ana Batista, que numa pequena entrevista concedida ao Gabinete de Imprensa do Campo Pequeno falou sobre este seu regresso à Monumental Lisboeta.

Uma entrevista que passamos a transcrever na integra:

1. Que balanço faz da temporada actual?

Ana Batista (AB) – O início da temporada serviu para “rodar” alguns cavalos mais novos e preparar-me para os compromissos de maior responsabilidade que, antecipadamente, sabia que iam surgir em Julho, Agosto e Setembro. Apesar de já ter 18 anos de Alternativa e de já ter toureado várias corridas na minha terra (Salvaterra de Magos), a corrida da passada Sexta-feira teve um significado especial, pois a casa estava esgotada, senti um enorme carinho por parte dos meus conterrâneos, e toureei ao lado de uma das grandes Figuras do Toureio, o Diego Ventura. Acho que correspondi às expectativas dos aficionados e o resultado nessa noite deu-me uma grande moral e deixou-me muito feliz. No dia seguinte toureei na Nazaré, e voltei a sentir-me muito a gosto. Acho que tenho na quadra três cavalos fundamentais e que me transmitem muita segurança, o Chinelito, o Conquistador e o Roncal, para além de outros… Assim sendo, os próximos compromissos vão ser todos muito importantes.

 

2. Como encara a sua vinda ao Campo Pequeno e, em especial, nesta fase da temporada?

AB- Sabe que do Campo Pequeno tenho as melhores recordações. Em 1994, quando aí toureei com 16 anos, venci o Prémio Incentivo, atribuído pela Associação Portuguesa de Tauromaquia; depois em 2006, a noite da minha confirmação de alternativa foi uma das mais bonitas da minha carreira; e em 2016, a actuação na Corrida de Gala à Antiga Portuguesa deixou-me a pessoa mais feliz do mundo, pelo retorno e pelo impacto que teve junto dos aficionados mais exigentes. Por isso, encaro a minha ida ao Campo Pequeno, na próxima quinta-feira, com uma acrescida responsabilidade, mas com um enorme desejo de conseguir superar-me a mim própria e de agradar aos aficionados.

 

 3. Que espera dos toiros São Torcato?

AB – É uma ganadaria com muita qualidade e que tem por hábito transmitir. Não podemos esquecer que o toureio precisa de emoção. Espero que invistam, que nos proporcionem a todos uma noite inesquecível.

 

 O Cartel completo desta corrida é formado pelas cavaleiras Sónia Matias e Ana Batista, pelo matador de toiros António João Ferreira e Nuno Casquinha e pelo Grupo de Forcados matadores das Caldas da Rainha, capitaneado por Francisco Mascarenhas. Serão lidos 7 toiros de São Torcato (três a cavalo e quatro a pé).

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