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Não temos Mourão, melhores dias virão!

António tereno

Como estará o ânimo dos nossos amigos de Mourão, que com tanto empenho têm promovido todos os anos no 1 de Fevereiro, a grande festa da abertura da temporada taurina nacional?

Que saudades daqueles convívios, fora e dentro da velhinha praça de Mourão, como era bom rever aficionados de todo o mundo taurino, falar das figuras e dos cartéis que iriam dar corpo às famosas feiras taurinas.

Este ano não será possível repetir o êxito do ano passado, Mourão debate-se neste momento com o ataque traiçoeiro e assanhado do “bicho” que não dá tréguas. Imagino a frustração do Dr. Joaquim Grave, que acreditou até á última hora que seria possível tornar o sonho realidade, mas que face á segurança/insegurança das pessoas soube decidir o melhor. A saúde e a vida de todos, está em primeiro lugar, e nós os taurinos sempre soubemos estar, compreender, e dar o exemplo, tanto nos bons como nos maus momentos.

Sei do trabalho ciclópico da Presidente da Câmara, Maria Clara Safara, da sua equipa, e de toda a população daquele concelho raiano para ultrapassar a difícil situação em que estão mergulhados, mas temos a certeza que” levarão a nau a bom porto”, e vencerão o malfadado vírus.

A manta de retalhos deste confinamento/ desconfinado, imposto sem qualquer rasgo de estratégia consequente, não resolve nada. É mais do mesmo, medidas avulsas e reféns de pressões e objectivos imbuídos de calculismo político, sem importar muito o bem colectivo e a saúde dos portugueses no seu todo.

Sejamos francos, pouco ou nada nos preparámos, veja-se o triste exemplo do Serviço Nacional de Saúde ao abandono, sem investimento palpável, sem equipamentos e recursos humanos, dos Hospitais saturados e sem vagas, da casmurrice ideológica em negar acordos com o sector privado da saúde.

Brincamos com o fogo, estas tristes medidas, em nome da saúde pública, apenas nos mostram a desorientação governamental no tratamento da pandemia, apadrinhadas tacitamente pelo próprio Presidente da República (neste momento em campanha), só nos vão levar ao prejuízo!

Finalmente estamos nos primeiros lugares, infelizmente e pelos piores motivos, estamos á frente no número de casos, contágios e falecimentos.

Que País e que governantes são estes, que tanto apregoaram o milagre na economia e na saúde, e agora andam tapando buracos, enquanto vamos ficando mais descrentes naquele futuro que não imaginávamos tão sombrio. Onde pára o carinho e o respeito pelos nossos idosos, esses sim verdadeiramente confinados e abandonados de afectos?

Onde ficou o humanismo, neste tempo de crise, nesta época do salve-se quem puder?

Os artistas tauromáquicos, os aficionados e todos aqueles que vivem a tauromaquia em toda a sua plenitude, não podem ser cegos no que respeita á eleição do Presidente da República.

Não podemos votar em quem apenas quer acabar com a nossa arte e cultura taurinas, não podemos confiar naqueles que querem coarctar a nossa liberdade de gostar de toiros.

Quem do alto da sua sobranceria e duvidosa superioridade moral, desprezando os valores da democracia em que todos devem caber, nos quer impor os seus padrões demagógicos e radicais, não pode levar o voto dos taurinos, nem dos que prezam a liberdade de gosto e de escolha.

Refiro-me às candidatas Ana Gomes e Marisa Matias:

Uma declara-se antitaurina: “sou contra as touradas”, apesar da afirmação enganadora “não tenho nada contra a preservação dos toiros”, é declaradamente apoiada pelo PAN, porque é uma “embaixadora da causa animal”, e uma “candidata contra os toiros”, e diz ser contra todos os espectáculos bárbaros, ou seja de uma forma radical e fundamentalista, chama bárbaros a todos os taurinos.

A outra, talvez por ignorância não percebe que sem tauromaquia o toiro bravo será apenas uma peça de museu, não existirá mais, somente permanecerá no nosso imaginário colectivo. Assumidamente contra todo o tipo de apoios á tauromaquia, defendendo também o fim dos espectáculos tauromáquicos, conta com o apoio do BE, e acaba por ser no Parlamento Europeu (através das suas iniciativas e propostas politicas) uma das grandes inimigas do mundo rural e do toiro bravo.

E o nosso voto é de primordial importância, para preservar esses preciosos valores que cultivamos, e que nos querem roubar.

Votar nelas, seria uma traição a todos aqueles que lutaram pela preservação da Festa, e aos muitos que já deram a vida por ela.

É uma questão de coerência que está em causa, e é dentro desta escala que nós defendemos a Tauromaquia!

Acreditamos que melhores dias virão!

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