Natal…Tempo de reflexão e amor à Tauromaquia

O Natal é indubitavelmente um tempo de Amor. Quer queiramos quer não, sejamos crentes ou ateus, no Natal, o nosso coração aporta a uma sensibilidade diferente, não importa desperdiçá-la. Essa brisa do Amor, deve envolver as nossas vidas e as nossas paixões; abordo aqui o que nos une a todos, a Tauromaquia. Logo, quem Ama cuida, quem Ama não desdiz, quem Ama preserva, quem Ama defende, quem Ama multiplica, e por aí fora. Porém, aquilo que infelizmente muito assisto pelas largas centenas de corridas que tenho vistas e pelas largas horas de mentideros, e até infelizmente pela maioria das notícias dos meios informativos da especialidade, são sentimentos de certa forma opostos àquilo que deveria ser a realidade. A tauromaquia é uma arte das mais belas e das mais complexas; com uma imensidão de sensações e emoções verdadeiramente únicas, onde sentimentos depreciativos não devem de todo entrar; para isso estão os outros… O Papa Francisco, esse que também toca a todos; decidiu convocar o Jubileu Extraordinário da Misericórdia; um ano que começou no dia 8 de Dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, e que tem o seu centro na Misericórdia de Deus, será o ano do perdão; em que o simbolismo se baseia na abertura da porta santa. Também aqui nós aficionados devemos beber ensinamentos; abrir as nossas portas sem complexos, em vez de perder energias desnecessárias e prejudiciais, apregoar sem complexos a nobre arte que tanto amamos; relembro por exemplo, que vale mais uma noticia taurina positiva num órgão de comunicação generalista, do que cem nos da especialidade. Falar abertamente junto dos amigos, convidá-los a experimentar e a entrar nesse mundo mágico que é a tauromaquia e a comprovarem o que verdadeiramente nos transmite, ajuda e enriquece. Os tempos são difíceis, a festa brava é uma arte que nos alimenta, que nos enche a alma, é um património cultural de valor incalculável que, e apesar de, através dos seus séculos de história e existência, ter sobrevivido a todos os seus detractores e, até hoje, apenas o que tem feito história felizmente, é a própria tauromaquia. No entanto, e voltando as palavras do Papa Francisco, este Jubileu é “um caminho extraordinário para a salvação” que todos devemos aproveitar, e a tauromaquia também deve ser colocada a “salvo”, em definitivo. Já mencionei demais a palavra mais importante do Mundo, não quero contudo banalizá-la; apenas chamar a atenção, para que naquilo que verdadeiramente amamos a possamos utilizar da forma mais verdadeira; se for preciso, como os toureiros… Como dizia o castelhano João da Cruz: “Ao entardecer da vida, seremos julgados apenas pelo Amor!”

 

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