Segunda-feira, Outubro 3, 2022
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No festival de homenagem a Praxedes brilharam os mais novos, Rouxinol Jr e El Juanito

A festa brava sempre viveu de figuras, umas mais notáveis outras menos, mas o caso de Joaquim Praxedes é ímpar, pois fundou um Grupo de Forcados, foi e é bandarilheiro de várias figuras do toureio e ainda promove vários espetáculos relacionados com a temática taurina.

No passado dia 16 de Março, a Praça de Touros de Arronches recebeu um espetáculo em que se homenageou Joaquim Praxedes, pelos seus 35 anos de alternativa. Uma homenagem singela mas justa, a que os aficionados acorreram preenchendo cerca de meia lotação do tauródromo.

Um cartel misto, composto pelos cavaleiros Joaquim Bastinhas, Luís Rouxinol, Marcos Bastinhas e Luís Rouxinol, bem como os espadas “El Cartujano”, Miguellin Murillo e “El Juanito”, perante novilhos touros de São Marcos e Votalegre, tendo as pegas estado a cargo dos Amadores de Portalegre e Arronches.

Abriu a tarde Joaquim Bastinhas, que iniciou a sua temporada 2014 com a alegria que lhe é característica e com o estilo habitual. Ritmo, boa ligação com o público e sortes executadas de forma regular, resumem a atuação do cavaleiro de Elvas.

Luís Rouxinol realizou uma lide de menos a mais, tendo sido na ferragem curta que o cavaleiro de Pegões mais de evidenciou, com uma boa brega, bons ferros em sortes frontais, terminando com o habitual par de bandarilhas a duas mãos.

Marcos Bastinhas esteve em Arronches com a alegria e ritmo a que nos vem habituando nas suas últimas atuações. Mexeu com o astado que tinha pela frente, numa lide regular e sempre numa boa conexão com o público.

Luis Rouxinol Jr, foi aquele que mais se destacou no que ao toureio a cavalo diz respeito. Esteve bem na brega, deixando bons ferros em sortes frontais, fazendo sempre as coisas com calma, numa lide com cabeça, tronco e membros.

No que diz respeito às pegas foram caras pelos Amadores de Portalegre João Martins e Cláudio Cruz e pelos Amadores de Arronches João Rosa e João Mário Quintina, todos eles à primeira tentativa.

Na parte apeada, a história é pouca, a não ser o destaque de “El Juanito”. El Cartujano começou por ver o novilho que lhe estava destinado ser recolhido e ser substituído pelo sobrero, este que saiu mansote e pouco permitiu ao diestro espanhol, viram-se alguns muletazos e pouco mais….

De Miguellin Murillo também pouco se viu, numa atuação discreta em que apenas de destaca a vontade e o querer do jovem matador espanhol.

El Juanito, foi quem mais se destacou na parte apeada. Este jovem mostra uma intuição impressionante e uma garra única. Esteve variado no capote, tendo sido na flanela que Juanito se evidenciou. Viram-se bons passes por ambos os lados, mas foi pela esquerda que deu nas vistas. Continuamos a dizer que será um nome a ter em conta no futuro.

 

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