“Nós representamos o público que sustenta a festa (…) até aqui esse publico nunca esteve organizado”, diz Luis Capucha (c/som)

Nas últimas semanas muito se falou na defesa da Tauromaquia, pois foram alguns os ataques feitos a esta cultura identitária portuguesa.

Foi uma ocasião em que se falou, mais que nunca, em união dos intervenientes no espetáculo tauromáquico e em todos os aficionados.

O Toureio.pt quis saber junto Luís Capucha, Presidente da Associação Tertúlias Tauromáquicas de Portugal, qual tinha sido o papel das tertúlias e dos seus sócios na vitória recentemente alcançada na Assembleia da República, tendo este respondido que “a associação das Tertúlias Tauromáquicas de Portugal colaborou em todas as actividades que foram programadas”.

Questionado se os aficionados estão de facto consciencializados e mobilizados para a defesa da Tauromaquia, Luis Capucha afirmou que “sim, para as assinaturas dos baixos assinados que estiveram a decorrer, para participarem nos debates nos Órgãos de Comunicação Social, eu próprio participei em nome da ATTP em vários deles, para além disso houve mais debates sobre estes temas nas várias tertúlias, não foram organizados a nível nacional como este, mas vários a nível local”, acrescentando que “naturalmente declaramos perante os outros intervenientes na festa que o publico está disposto a contribuir de uma forma mais efetiva para de uma forma estratégica não andarmos sempre apenas a responder aquilo que os anti-taurinos fazem para podermos ter meios de forma a agir antecipadamente nesta luta que vai ser prolongada, começou agora da qual nós conseguimos sair por enquanto bem porque tivemos uma estratégia adequada.”

Já sobre a estratégia para combater os ataques anti-taurinos o dirigente disse-nos que “trouxemos para o debate e para a agenda os assuntos importantes da liberdade, da cultura, da diversidade, do respeito pelo outro, do que deve ser a relação entre os homens e os animais e daquilo que deve ser a reação dos homens uns com os outros, todos esses temas foram mobilizados de uma forma inteligente, foram discutidos de forma a promover unidade entre todos os sectores da festa e isso foi muito bom, e nós demos o nosso contributo porque nós representamos o público que sustenta a festa que até aqui esse publico nunca esteve organizado em nenhuma estrutura, nós queremos que mais tertúlias ainda se associassem a nós porque nós somos uma organização muito aberta.”

Actuamente com 24 tertúlias associadas, Luis Capucha disse-nos ainda que “já temos uma presença nacional, mas gostávamos ainda de crescer, para ter uma presença maior, para que no fundo todos possam dar a sua opinião, porque quando nós nos reunimos todos falam abertamente e nós normalmente, as cabeças que se juntam todas pensam melhor que duas ou três que pensam sozinhas e fazia falta na nossa festa e vai continuar a fazer falta por todas as razões, uma estrutura que faça ouvir a voz do publico”, dizendo ainda que “nós somos aqueles que não temos nenhum ganho com a festa, portanto não vivemos dela, respeitamos aqueles que ganham e achamos que aliás o dinheiro que os profissionais da festa ganham não se discute porque aquilo que eles fazem não tem preço, mas no fundo achamos também que os aficionados têm que ser ouvidos e portanto nós estamos cá para recolher a opinião de todos e depois expressar essa opinião nos sítios certos.”

 

 

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