Terça-feira, Setembro 27, 2022
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O Campo Bravo veio à cidade Museu!!

A Arena de Évora recebeu a Corrida da APPACDM/Évora na noite de dia 5 de Setembro. O público da festa mais uma vez solidarizou-se, acorreu em bom número e compôs as bancadas do tauródromo da cidade Museu.

Mais um cartel montado com a chancela Toiros e Tauromaquia, TOIROS! Êxito ganadeiro de Ernesto de Castro em toda a linha, com excepção do terceiro (aquele em que o Sr. João Cantinho chamou o ganadeiro à praça) encastado, mas com génio e sentido, e do quarto (manso), todos os outros foram colaborantes, com o segundo, quinto e sexto a resultarem de nota alta. Este ultimo voltou ao campo. Todos transmitiram, tiveram muita presença, exigiram, foram lutadores e fieros, até ao fim. Assim dá gosto, o público acorre, vibra e volta, e os artistas veêm valorizado o seu trabalho com juros, quando o conseguem fazer em consonância. Foi a base do sucesso da festa o curro de Castro. Como tem de ser, pois por mais voltas que se dê…o Toiro é a base de tudo isto!

Joaquim Bastinhas de menos a mais, no mais cómodo, encontrou-se e deixou constância da sua alegria e imagem de marca. Parece ter recuperado “ a chama Bastinhas”, em Évora.

Rui Salvador encontrou por diante um toiro dos seus. Daqueles que vem com tranco, que transmitem e querem jogar. Entendeu-o na perfeição, deu-lhe o cuidado para não o partir e estragar, bregou e bregaram-lhe, o quanto baste para uma serie de curtos à Salvador, dois deles com plenas vantagens a receber, que empolgaram tudo e todos. Grande êxito de Salvador em Évora, pelo caminho do respeito ao toiro.

Luis Rouxinol aprimorou-se com um complicado Castro, que arreava com poder, quando sentia que podia agarrar e andava a diferentes ritmos, sem ser completamente claro. O “Louro” com o ferro Rias Baixas de Aveiro, teve um coração enorme que lhe valeu um encontrão fortíssimo, ao aguentar de frente a poderosa investida do toiro. Ferragem da ordem no sitio e nos terrenos, problema resolvido com a toreria e rodagem de quem está a tourear todos os dias e sobretudo, um novo Craque para aliviar os outros. Também uma grande actuação na noite.

Sónia Matias resolveu a papeleta com asseio no mais manso da noite. Andou diligente na colocação da ferragem, sem comprometer e deixando a espaços constância da sua graça. Foi acarinhada pelo público.

Tomás Pinto teve uma boa passagem por Évora, no registo próprio de uma linha antiga de formação, foi recto ao toiro, procuro chegar em cima e deixar a ferragem no sitio. Um pouco menos de velocidade no momento do ferro e teria sido bem mais forte o aproveitamento do bom Castro. Justificou bem a inclusão no cartel.

Miguel Moura vem muito no hábito espanhol e da casa. Acusou a forma como a noite estava a decorrer e quis deixar o seu contributo. Conseguiu-o mais no final, altura em que o extraordinário Castro já se entregara mais e a lide resultou mais vistosa dentro do seu registo habitual. Acreditamos que se tivesse procurado um toureio mais distanciado e de largo o toiro o teria ajudado muito mais e guardado um importantíssimo triunfo. Agradou e fechou a noite com brilho!

Para nós houve um sétimo artista a cavalo e que foi um outro triunfador forte da noite. O conjunto de Campinos nas recolhas a cavalo. Foi mágico ver a arena de Évora rendida a estes homens que trouxeram o campo bravo à cidade, pela limpeza das recolhas, a forma como souberam o que estavam a fazer, tinham os cabrestos no sitio e na mão, meteram a vara quando era preciso e na justa medida. Sublime o silencio do publico que permitiu, por duas vezes, que os toiros escutassem o ritmo cadenciado do som emitido pela voz do campino, nas suas costas e entrassem sozinhos a partir do centro da arena, em obediência ao homem do rubro colete. Enorme êxito bem premiado com volta e ovações aos Artistas: Mario Gordo (Qt.ª Silveira) e João Carvalho e Osvaldo Pinto (ambos da Agribrotas, que tambem cedeu um bonito jogo de cabrestos).

Ora pois claro! Toiros a sério, pegas para… Forcados!

Mais uns curros destes e tínhamos uma elite de forcados a vestir jaquetas por todo o lado! Varias tentativas na noite por culpa dos forcados. É que “meninos” destes, não sendo maus, não consentem erros e pedem Grupo em toda a formação. Uma reunião deficiente, um vacilar numa entrada de ajuda e atraso na decisão, são quase sempre “fatais”. Reafirmamos…não é um curro para a maioria dos Grupos que temos visto.

O momento alto da noite de pegas está na última de João Fortunato dos A. S. Manços, pegou à terceira um toiro bruto e que batia com muita raça e para cima. Esteve enorme ao querer ficar nas três tentativas que fez, perante o que tinha por diante. Um pegão! Gostamos particularmente, também, da forma como Manuel Vieira do mesmo Grupo aproveitou saída extemporânea do toiro, com valentia e habilidade, recebeu e fechou-se com muita eficiência, no 2º da ordem. Ainda pela mesma formação Pedro Galhardo à 4ª, a resolver.

O Grupo da casa teve na cara Francisco Oliveira e Ricardo Sousa (numa pega plena de oportunismo e “sorrateira”, a aproveitar, talvez, a melhor tentativa que o toiro lhe daria), ambos à primeira e fechou à 3ª, João Madeira a resolver.

Dirigiu o Sr. João Cantinho com critério muito discutível, em nossa opinião, quanto à chamada do ganadeiro, no 3º toiro, e à não concessão de música a Tomás Pinto mais cedo. Foi assessorado, na matéria veterinária, pela Dr.ª Ana Gomes.

 

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