Domingo, Agosto 14, 2022
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O desaparecimento, que vira “moda”

Antes de começar a tratar para o qual fui convidado, e explicar o porquê deste título tão contraditório, devo começar por agradecer ao amigo Hugo Calado.

Tenho que agradecer ao Repórter Taurino, autor do site, e principalmente ao grande aficionado pelo convite assim do nada que me fez para que a partir de hoje começasse a exprimir as minhas opiniões imparciais da atualidade Taurina, para o seu site.

Não sabendo a aceitação e as visualizações que irão ter os artigos deixo aqui o meu muito obrigado ao Hugo Calado.

Passando as lamechices, e indo ao que interessa; perguntam vocês ao que se refere ele com um título contraditório destes?

Ora pois bem refiro-me a duas modas de toureio que consta nos cartéis esta temporada, no que leva a duas opções de montagem de cartéis.

A primeira parte do artigo será relacionada com o toureio a pé, estilo esse que ainda não tem a “aceitação” por parte de alguns aficionados que deveria ter, (será porque que não tem pegas?). Digo isto porque vi e presenciei no passado sábado dia 11 de Março em Vila Viçosa ( VIII Festival Taurino da Rádio Campanário), como muita gente não regressou para a 2ªparte, o bem “aparecido” do toureio a pé. É de louvar o arrojado cartel com três toureiros apeados (duvido que em Portugal volte a existir um cartel com três toureiros apeados), e que bem falta faz nas corridas nas praças portuguesas.

Mas desaparecido porquê? Recuemos às últimas cinco temporadas, não é preciso irmos mais fundo ainda, (excetuando a última), tirando o Campo Pequeno (e era em alguns cartéis meio envergonhados), não se viam cartéis ou qualquer toureiro apeado por cá.

Tivemos em 2015 um estupendo Mano-a-mano entre Diego Ventura (rejonador) e El Juli (matador), tirando esse, pouco mais se viu ou falou de toureio pé nas últimas temporadas.

Esta temporada pelo que já foi anunciado e pelo que se ouve nos bastidores vai mesmo ser “moda”, nas arenas lusitanas.

Temos na primeira parte do abono do Campo Pequeno, a maior parte das corridas pelo menos um matador de toiros, começando logo na abertura com dois matadores Padilla e Roca Rey. Tivemos também o primeiro anúncio (logo do empresário do ano da época transata) que vai mesmo pegar “moda”, onde em Janeiro se soube que na Moita teríamos o regresso do Toureio a pé com um mano-a-mano entre Ventura e Roca Rey. Ao que parece o Colete Encarnado terá também corridas com matadores de toiros; em Santarém pelo que sabe prepara-se também o regresso do toureio a pé, e logo com que figuras em terras lusas. Ou muito me engano ou Alcochete e Coruche irá também aderir a esta “boa moda”, e quem sabe o toureio a pé este ano chegue ao Alentejo quem sabe, mas…. cá estaremos para ver.

Ainda acham exagerado chamar de “moda” depois de tudo o que enumerei já confirmado e o que ainda está para vir? Eu como aficionado congratulo, e que seja muito bem-vindo o regresso do toureio a pé às Praças Portuguesas.

No início do artigo falei em “duas modas” que esta temporada que se avizinha. Pois bem a segunda parte do assunto a que me refiro, é o ressurgimento de muitos cartéis com os “Mano-a-Mano”, lide de três toiros cada para apenas dois toureiros em praça.

Acham de novo exagerado dizer que este ano vai pegar moda os “Mano-a-Mano”, e iremos ver muitos cartazes por ai espalhados com a palavra castelhana? Ora pois bem vamos então lá fazer uma curta viagem, por as praças do país.

Começamos na Catedral do Toureio, onde por lá vemos alguns “Mano-a-Mano” já anunciados, e mais virão, a destacar o de Pablo Hermoso e José Maria Manzanares em Julho. Temos o já falado da Moita que volta a estar aqui á baila, porque já faz correr muita tinta e gerar grande expectativa.

Falando de “Mano-a-Mano”, não podemos esquecer o grande e inédito (porque será o primeiro da temporada 2017) que já foi anunciado para o Coração do Alentejo entre Diego Ventura e João Moura Jr, para a renovada praça de toiros de Estremoz no próximo dia 29 de Abril. Pela primeira vez em Estremoz Diego Ventura.

E cheira-me que Montijo, Vila Franca, Santarém e….. Também lá teremos “Mano-a-mano”, vai uma apostinha? Cá estaremos para ver mais uma vez.

Eu não tenho nada contra em ver dois grandes toureiros a lidarem 3 touros cada um, vocês têm? É bem melhor do que ver as corridas de 6 cavaleiros com pouco critério de escolha apenas para encher. Ou corridas de três cavaleiros com cartéis repetidos com distância de 40 ou 50 Km e espaçados por uma ou duas semanas.

Para terminar, desejo que esta “boa moda” sirva para renovar a Tauromaquia em Portugal; aumentar a competição saudável entre (toureiros, empresários, forcados, etc…),que sirva para formar grandes cartéis e encher praças como vi a época passada em Beja, Évora (S.Pedro) e Alcochete (despedida de Vasco Pinto). Mas principalmente, e mesmo o mais preocupante, espero eu (aficionado pagante), que não haja uma subida no preço dos bilhetes, porque aumentando a qualidade os aficionados estarão presentes com estes preços atuais. Aguardo que os preços desta “competição” não afastem quem gosta e ama a festa dos toiros e faz os sacrifícios para ir.

Espero que tenham gostado do meu primeiro artigo, é uma opinião simples e isenta de como eu vejo, comento e interpreto os acontecimentos na Tauromaquia Nacional.

Antes de me despedir, o que seria a Festa Brava sem música e o tão popular “Pasodoble”. E estando eu ligado à música o artigo tinha que ter algo musical. Resolvi nos meus artigos fazer uma homenagem a esse ingrediente indispensável á tauromaquia que é o “Pasodoble”, e para quem gosta de ouvir uma sugestão, espaço que apelidei de “FAENA MUSICAL” sendo a sugestão desta semana a seguinte:

 

FORCADOS DO SUL – David Costa

Pasodoble de audição pouco conhecida nas praças portuguesas; agradável ao ouvido, fazendo arrepiar quem foi ou é forcado e sente mesmo as touradas, especialmente as pegas. Foi dedicado aos Forcados do Sul, exprime a acalmia, medo, emoção do ser forcado e como é óbvio é português e sendo o seu autor David Costa. Ouçam com atenção e vejam se não sentem os momentos de uma pega.

Uma grande Beijo para as aficionadas, e um grande abraço aficionado para eles.

Até á próxima e boas corridas!!!

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