“O PAN informou de modo enganoso o que se passou, porque o seu objectivo é tentar vender vitórias onde não existem”, diz Helder Milheiro sobre recomendação da Assembleia Municipal de Setúbal

Foto: Diário do Distrito

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Na sequência do serviço informativo, e de interesse público, feito pelo Toureio.pt nos últimos meses sobre a Praça de Touros Carlos Relvas, em Setúbal, e da demora no início das obras de remodelação do imóvel, fomos confrontados com informações que davam conta de que o Município teria intenção de sair, ou já o teria feito, da Secção de Municípios com Actividade Taurina (SMAT), situação que não se verifica de acordo as informações que recolhemos.

Ao ser confrontado com esta informação, o Toureio.pt contactou novamente a Câmara Municipal de Setúbal a fim de saber se a informação que nos tinha chegado era verídica, nomeadamente o abandono da SMAT, por parte do Município. Questionamos ainda sobre qual era concretamente o posicionamento da autarquia perante a Tauromaquia. Tendo o município respondido de forma sucinta e factual “O que foi aprovado foi uma recomendação na Assembleia Municipal para que a câmara saísse. Neste momento não há nenhuma decisão da câmara sobre a matéria.”

Contactado pelo Toureio.pt, Hélder Milheiro, da Prótoiro – Federação Portuguesa de Tauromaquia esclarece que, “não existe nenhuma recomendação do município de Setúbal sair da Secção de Municípios com Actividade Taurina (SMAT). O que existiu foi uma recomendação proposta pelo PAN na Assembleia Municipal de Setúbal para que o município saísse da Associação de Cidades e Vilas Taurinas, uma organização internacional de cidades taurinas.”

Hélder Milheiro acrescenta ainda que “essa proposta de recomendação foi aprovada por desconhecimento dos partidos municipais sobre os objectivos da referida associação internacional. Convém destacar que se trata de uma recomendação e não de um acto consumado, o município pode ou não pode seguir a recomendação, não estando obrigado a segui-la.”

Ainda de acordo com o membro da Prótoiro, “o PAN informou de modo enganoso o que se passou, porque o seu objectivo é tentar vender vitórias onde não existem. Esta votação é uma situação marginal e sem relevância, nem se trata de um ataque à tauromaquia no município por parte dos partidos, foi sim uma falta de informação interna que levou a que os partidos não tivessem informação para saber o que votavam e por isso deixaram passar, pois era uma mera recomendação sem efeito vinculativo.”

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