O prémio foi para Filipe Gonçalves, mas o triunfo da noite foi do ganadeiro

 A praça de touros de Alcochete recebeu, esta sexta-feira, a segunda corrida de touros em menos de uma semana. Uma mini-feira taurina a que a pandemia que atravessamos obrigou a ser diferente.

Nesta segunda corrida de touros, a empresa Toiros e Tauromaquia anunciava os cavaleiros Luís Rouxinol, Filipe Gonçalves e Marcos Bastinhas, bem como o Aposento do Barrete Verde de Alcochete e os Amadores de São Manços, diante de touros de Fernandes de Castro.

À semelhança do que aconteceu à cerca de uma semana, a lotação permitida pelas Autoridades de Saúde quase encheu, registando-se assim uma boa entrada de público, que certamente após a corrida não deu por mal empregue o seu dinheiro.

Começo por falar nos touros que sem dúvida foram o destaque desta noite e que valeram uma grande ovação ao ganadeiro no último touro. Foram 6 touros que saíram à arena bem-apresentados e na generalidade a dar bom jogo, com destaque para o último touro da noite, um touro com investida franca e que se arrancava de todo o lado.

Luís Rouxinol foi a Alcochete dar tudo de si e aproveitar as boas condições dos touros que tinha pela frente. Na primeira lide, o cavaleiro de Pegões esteve bem na brega, na preparação e execução das sortes, numa lide em crescendo que culminou com um bom par de bandarilhas. Na segunda lide voltou a estar em plano elevado e a andar a gosto. Voltou a executar boa brega, a cravar bons ferros, bem preparados e rematados, tendo terminado com um ferro de palmo. Em suma duas lides com o carimbo Rouxinol.

Filipe Gonçalves esteve com ganas de alcançar o triunfo em Alcochete, mas não superou a meta delineada, mas ainda assim foram duas lides agradáveis. Na primeira enfrentou um touro algo reservado e Filipe teve de puxar pelos seus conhecimentos para o entender e conseguir estar por cima. Foi uma lide de bons pormenores. Na segunda lide, o cavaleiro Algarvio voltou a realizar uma lide de pormenores, mas ainda sem alcançar um triunfo redondo, talvez com outras distâncias teria-o alcançado, mas ainda assim Filipe andou esforçado e com ganas.

Por fim, Marcos Bastinhas voltou a estar em bom plano nas duas actuações que realizou. Na primeira lide, aproveitou o touro que tinha pela frente para realizar uma boa actuação, onde se viram bons ferros, terminando-a com dois pares de bandarilhas. Na segunda lide, Marcos teve pela frente um touro que, como já referi, arrancava-se de todo o lado e Marcos entendeu-o, deu-lhe as distâncias certas, citando-o de largo, dando-lhe a primazia e aí viram-se bons ferros, tendo terminado a lide com um par de bandarilhas.

Os três cavaleiros disputaram o Prémio para Melhor par de bandarilhas, que foi entregue a Filipe Gonçalves. O júri… eram os representantes de uma empresa de rações…

No capítulo das pegas a noite foi de dar o peito às balas, pois os touros pediam contas, ou melhor, pediam coesão cá atrás nas ajudas.

Pelo Aposento do Barrete Verde foram caras João Armando, à primeira tentativa, assim como Diogo Amaro e Marcelo Lóia, à quarta tentativa.

Já pelos Amadores de São Manços pegaram Jorge Valadas, à segunda tentativa, João José Rosmaninho, à terceira tentativa e João Fortunato, à segunda tentativa.

O espetáculo foi dirigido por Ricardo Dias, assessorado pelo Médico-Veterinário Jorge Moreira da Silva, numa noite agradável, onde se homenageou, no inicio do espetáculo o Aposento do Barrete Verde pelos 55 anos de existência.

Assim, terminou esta atípica Feira de Alcochete, que resultou, pois teve uma boa afluência de público e os espetáculo foram de qualidade.