“O público que vem ver-me é muito superior ao de outros festejos e com outras figuras.”, diz Pablo Hermoso de Mendoza ao Toureio.pt

Pablo Hermoso de Mendoza já iniciou a sua temporada no México, depois de completar a temporada europeia. Antes, falou ao Toureio.pt sobre o balanço da temporada na Europa, as expectativas para o México, o seu filho Guillermo e deixou ainda uma mensagem sobre o que pensa da tauromaquia em Portugal e sobre os aficionados portugueses.

Toureio.pt – Qual o balanço da temporada europeia? Cumpriu, superou ou ficou aquém das expectativas?

Pablo Hermoso de Mendoza (PHM) – Muito positivo e muito de acordo com o que tinha proposto aos meus apoderados no início do ano. Eu não queria muitas corridas, porque queria ir bem para a América.

T Relativamente às corridas em Portugal, qual o balanço?

PHM – Também positivo, com quatro tardes muito diferentes e em que pude disfrutar do carinho dessa afición.

T Qual foi a atuação em que se sentiu mais a gosto em Portugal?

PHM -Recordo as faenas em Lisboa, especialmente onde disfrutei de um ‘melocoton Charrua’ no qual o Disparate deu uma enorme dimensão [à faena]. Recordo também com muito gosto, a tarde em Évora.

TEm anos anteriores corridas em que atuava Pablo Hermoso eram significado de casa cheia, este ano não foi bem assim, o que se passou?~

PHM – O que ficou abaixo das expectativas foi a tarde em Lisboa e a verdade  é que não encontro explicação, porque pensava que o mano-a-mano com Manzanares ia ser mais do agrado do público. Nas restantes, casa cheia em Évora, em Alcochete mais pessoas do que no ano anterior e Albufeira, não cheio, mas foi feita a melhor entrada em muitos anos naquele lugar.

T Considera que o tipo de touro é lidado nas atuações de Pablo pode ser o motivo do afastamento do público português das corridas?

PHM – Precisamente este ano nas quatro corridas em que actuei lidei touros de quatro ganadarias diferentes e algumas delas muito duras como Varela Crujo em Alcochete. E dizer-lhe que não sinto qualquer afastamento do público às minhas actuações, muito pelo contrário, o público que vem ver-me é muito superior ao de outros festejos e com outras figuras.

T Da sua temporada europeia, o momento que mais destaca será certamente a estreia do seu filho…

PHM – Foi um dos momentos mais bonitos, embora a estreia tenha sido à um ano. Este ano partilhámos cartel em Estella e Mejanes e foram duas tardes muito, muito especiais.

T O que considera da Tauromaquia portuguesa?

PHM – Sempre fui um admirador da tauromaquia portuguesa e sempre tentei adaptar o meu toureio ao que aprendi com os grandes maestros do toureio a cavalo portugueses. Para mim são as grandes referências e maestros.

T- Falando agora do futuro, prepara-se para uma campanha no continente americano. Quais as expectativas?

PHM -Este ano vou alargar a minha temporada no México e portanto não actuarei na Colômbia nem em outros países sul-americanos. Pretendo chegar às 50 corridas. Em algumas delas, partilharei cartel com o Guillermo, o que é outro aliciante.

TVai doar valores às vítimas dos terramotos no México. Sente que é uma obrigação sua enquanto figura pública?

PHM -Não considero uma obrigação mas sim uma questão de consciência de ajudar em parte numa desgraça tão grande. Por isso o faço com todo o gosto, além de actuar num festival a 12 de Dezembro que se realizará na Praça México.

T Qual a quadra de cavalos que irá levar para o México?

PHM – Os cavalos que viajarão comigo serão os mesmos que estiveram na Europa. Gosto de estar sempre com os melhores e por isso são o Disparate, Berlin, Brindis, Donatelli, Alquimista, além de alguns poltros que se apresentarão no México.

T E em 2018 como poderá ser a temporada europeia?

PHM -Não creio que seja muito diferente de 2017. Tourear entre 20 a 30 corridas entre Maio e Outubro e actuar nas principais praças de Espanha, França e Portugal.

T Com o seu filho a começar a tourear, o Pablo vai começar a abrandar as suas temporadas ou vai continuar ao mais alto nível até que os aficionados o queiram?

PHM -O público e a ilusão são o que me movem. O público com o apoio e a ilusão com mostrar o melhor de mim e da minha quadra. O facto de agora partilhar cartel com Guillermo é o que me mantém activo.

T – Certamente vai continuar a atuar em Portugal no próximo ano. Com mais ou menos corridas?

PHM -Como te disse anteriormente serão muito semelhantes a este ano. Serão entre quatro a cinco actuações.

T Será em 2018 que o seu filho se irá apresentar em Portugal? Já há alguma data-predefinida?

PHM -Gostava muito, mas ainda não te consigo confirmar.

T – É certo que a equipa Hermoso de Mendoza terá um novo elemento, nomeadamente o português Ricardo Raimundo…

PHM -Sim confirmo. De resto já viajou para o México para tourear nas corridas do Guillermo.

T – Para terminar que mensagem deixa aos aficionados portugueses?

PHM -Uma mensagem de carinho e sobretudo de agradecimento pela fidelidade e pela sabedoria que demonstram em cada uma das minhas actuações. Tourear em Portugal é faze-lo perante a cátedra do toureio a cavalo.

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