Olivença: Marin cortou a única orelha da tarde

A chuva molhou e de que maneira a feira taurina de Olivença de 2018, quase todas as corridas foram “benzidas” por ela, e bendita que era, na falta que fazia. Na corrida matinal do ultimo dia de feira, a chuva foi de orelhas: nada mais nada menos que oito.

Pela tarde, na ultima corrida do ciclo o mano-a-mano de dois toureiros da terra António Ferrera e Ginés Marin, depois do cartel primeiramente anunciado de Ginés com El Juli, impossibilitado pela baixa deste, e depois, também do especulado de Marin com Roca Rey. Especulações á parte o cartel que ficou para finalizar a feira deste ano é histórico; e, senão inédito pelo menos raríssimo, do mesmo toureiro participar no mesmo dia em duas corridas na sua própria terra. Um curro de toiros de três ganadarias diferentes: Zaldueno, Garcigrande/Domingo Hernandez e os famosos Vitorinos; quis, tanto a empresa, como os toureiros a seguir ao passeillo, homenagear os saudosos ganadeiros Vitorino Martin e Domingo Hernandez.

A expectativa para os aficionados “toristas” estava precisamente nos dois toiros do ferro da “A coronada”,  que iriam ser lidados esta tarde, o primeiro chamava-se “Mojarrillo” um “cinquenho” bem medido que em Dezembro próximo já cumpria seis anos, e que mostrou bem a sua raça e nervo, teve pela frente um toureiro valente e experiente neste encaste e ganadaria, que o toureou como este pedia, uma faena fortemente aplaudida e compreendida pelo respeitável. Ferrera não bandarilhou em nenhum dos cinco toiros que lidou hoje, tendo o público mostrado em todos os toiros o seu desagrado pela opção do toureiro, famoso pela espectacular forma como bandarilha.

Do outro lado estava Ginés Marin, apesar da sua juventude e dos triunfos que já soma, havia a expectativa de como estaria frente a este encaste que pouco ou nada tem toureado, teve pela frente “Cobrador” que também fez jus ao sangue que levava dentro e que serviu para que Marin passasse no difícil exame que tinha pela frente.

A única orelha da tarde foi precisamente cortada por Ginés Marin no primeiro do seu lote que trazia o ferro de Garcigrande, tendo inclusivamente sido pedida a segunda.

Nos restantes cinco toiros lidados o prémio para os toureiros foi sempre a ovação.

Termina assim mais uma feira taurina de Olivença ,em que apesar do tempo que se fez sentir este ano não ter sido o mais favorável, mantiveram-se as grandes enchentes de aficionados de toda a geografia taurina, que ano após ano acodem a Olivença para desfrutar de três dias bem especiais.

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