Olivença: Um matinal de competição entre De Justo e Ginés

Realizou-se este domingo, pela manhã, a terceira corrida de abono (matinal) da feira de Olivença, um mano a mano entre Emílio de Justo e Gines Marin perante toiros de Vitoriano del Rio, primeiro, terceiro e quinto, restantes da ganadaria Toros de Cortés.

Emílio de Justo abriu da melhor forma a corrida com uma faena de grande valor, recebe  por verónicas, inicia a faena de muleta com uma excelente série de derechazos até aos médios, na segunda tanda já com os acordes da filarmónica de Olivença, toureia depois por naturais rematando a última tanda com um trincheirazo, mata à segunda de sorte contrária e corta uma orelha.

Gines Marin recebeu à portagaiola o seu primeiro com uma larga afarolada de joelhos, segue depois por templadas verónicas, rematando com um vistoso quite por chicuelinas nos médios.

Brinda ao público e corta uma orelha a um toiro que se começou a apagar na segunda metade da faena, por cima do astado Gines Marin aproveitou todas as investidas e agradou ao público que inclusivamente pediu com força a segunda orelha.

Emílio de Justo viu o seu segundo ser devolvido, era o mais pesado da corrida com quinhentos e sessenta e sete kilos, chamava – se “Cojito” e fez jus ao nome… Foi substituído pelo toiro “Condor” com o ferro de Vitoriano del Rio que poucas opções deu de brilho ao Toureiro Extremenho, uma eficaz estocada em sorte natural colocou ponto final a uma faenas que teve palmas.

Gines Marin desorelhou o quarto da manhã, um colorado que humilhou bastante e perseguia os enganos com classe e nobreza, meia estocada eficiente não impediu que o público pedisse os dois troféus.

Emílio de Justo recebeu à portagaiola o quinto toiro e último do seu lote que se chamava “Barbazul”, com uma larga afarolada foi “arrolado” sem consequências, recompondo-se e toureando por verónicas e chicuelinas debaixo de fortes aplausos e olés, brinda ao público e nos médios desenrola uma interessante faena por ambos os pitons a um toiro que perseguia com nobreza e prontidão os enganos, antes da última tanda de naturais uma voz flamenca femenina entoa nas bancadas um “hino” ao matador. Cortou as duas orelhas.

Gines Marin recebeu por verónicas o último toiro da corrida, uma tafallera e gaoneras para rematar um bom quite, boa faena de muleta, que o público mais uma vez entendeu premiar com o corte de dois troféus. Volta para Maioral da ganadaria no último toiro.

Três quartos fortes de público.