Segunda-feira, Agosto 15, 2022
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Onde andam as televisionadas?

Pois é meus caros cá estou mais uma semana, para mais um artigo, uma opinião isenta de um aficionado pagante, para escrever sobre um tema da Tauromaquia portuguesa.

Esta semana será novamente um artigo mais pequeno porque esta semana em Portugal não houve assim novidades na tauromaquia (tirando a enormíssima corrida de Salvaterra onde infelizmente não pude estar presente).

Esta semana resolvi vir falar de um assunto que muitos se interrogam porquê de só haver estas? “Queremos mais corridas”, etc… exatamente disso que venho falar das corridas televisionadas, ou aliás a falta delas. Para quem é aficionado já reparou que as “corridas na televisão” tem vindo a decrescer a pique. Nos últimos 7 anos já tivemos seis por temporada, já houve cinco; e pelo que me apercebo este ano teremos no máximo três (sendo duas no Campo Pequeno) e a outra na Póvoa de varzim. A que se deve isto? Os anti-taurinos vêm dizer que foi uma luta ganha por eles, o PAN virá dizer que é uma luta ganha por eles; acabaram com as “barbaridades” na televisão, principalmente para as crianças, blá, blá… Eu tentarei explicar um pouco no meu ponto de vista algumas coisas para o porquê do decréscimo e há outras que coloco e para o qual não tenho respostas.

Vamos por partes, “Barbaridades Principalmente para as crianças”? Ora, as crianças todas gostam de touradas, todas adoram ir às corridas, deliram com as pegas, só quem não vai ou não quer ver diz o contrário. Ainda mais, quando se pergunta a uma criança de 4/5 anos “o que quer ser quando for grande?”, 85% das crianças responderão ou forcado ou Bombeiro. Por isso, essa de ferir a susceptibilidade das crianças não se coloca, é uma desculpa das tais. Mas que ninguém foi capaz de defender.

Mais tarde veio novamente a desculpa das crianças, e não podiam ser transmitidas em horário Nobre, até se acabou com um grande programa que já exista á anos “ARTE E EMOÇÃO”. Ora pois bem faz sentido, mas depois deparo-me com a “ Casa dos Segredos” em Horário nobre, programa muito educativo e muitíssimo cultural não haja dúvidas. Deparo-me com o programa de sexo disfarçado “Love on Top” que tem um canal a transmitir 24h, e que qualquer criança pode assistir a coisas que para idade deles lhes pode ferir a susceptibilidade? Não Pode? Será mais educativo, aqueles pseudo programas de “desporto” onde se chamam tudo uns aos outros, incitam á violência, defendem o impensável para agradar aos presidentes e falam em tudo menos de futebol, mas que há “tótós” que ainda assistem aquilo, e dão audiências? Pois, é assim a nossa falta de cultura em Portugal (de alguns). Esses programas sim, touradas não… enfim, a cultura e bom gosto de muita gente é isto. Mas mais uma vez, nos debates, nas assembleias os “protaurinos” vão mal preparados e não conseguem defender, porquê?

Houve esse decréscimo porque também passou apenas a ser a RTP (há que louvar) a transmitir as corridas de touros. A TVI, quando foi para a reinauguração do Campo Pequeno até “chorou” para a transmitir, fez de tudo, e teve a audiência e afirmação na TV portuguesa que teve depois disso, passando aliás a transmitir duas por ano. Mas, mudou de diretor geral, é anti taurino assumido e reconhecido, e foi logo a primeira medida, é mais educativo para as crianças a “Casa dos Segredos”, e outras tretas e asneiradas, é o que temos por cá.

Pois a mim parece-me que um programa televisivo que chega a ter 600 mil pessoas a assistir na televisão, é um programa para apostar e manter até porque a nível de audiências quando há corridas televisivas esse canal nesse momento está á frente, só não vê e não admite quem não quer.

Eu sou sincero não encontro explicação para o decréscimo das corridas na televisão, e ficando apenas reduzidas a duas praças no país, havendo tantas por este Portugal. Será que as câmaras, ou empresas locais não tem interesse ou não têm capacidade financeira para levar a televisão lá a transmitir uma corrida? Pois eu já tentei perguntar a mim mesmo várias vezes e até pessoas do meio e sinceramente não sei.

Será por medo de retirar gente nas praças, havendo na televisão as pessoas preferem ver em casa? Pois sinceramente não sei. Mas também não vi, nem vejo ninguém da Protoiro, ou outras entidades a tentar saber, mover-se, mostrar-se preocupado com isto. Isto que não é um “pequeno pormenor” na tauromaquia portuguesa, porque passar corridas na televisão faz manter a cultura em todo o mundo, e faz chegar as touradas aquelas pessoas que são aficionados e que infelizmente ou por motivos financeiros ou por motivos locomotores não se conseguem deslocar para ir ver uma corrida ao vivo, e acreditem que há muitos nestas circunstâncias.

A meu ver devia ser um dos propósitos das entidades que se dizem: regular; defender a festa brava; faze-la chegar a todos, mas….. Uma coisa eu sei, devido aos anti-taurinos, PAN, e essas tretas todas não é o decréscimo, isso sei, o resto não tenho resposta. Para eles como não tem “luta”, ninguém a defender a tauromaquia acham que está a ser Vitória deles, já as conseguiram retirar do horário Nobre, já retiram o “Arte e Emoção”; e sem ninguém defender, até que qualquer dia…. Pois..

Agora nós aficionados não podemos “condenar” ou “exigir” á RTP por só transmitir, duas ou três corridas, e cada vez ter vindo a transmitir menos. Não podemos “condenar”, porque se há alguém que divulga, apoia e ainda transmite corridas de toiros (se calhar contra a vontade de alguns superiores) é ela.

Nós não podemos dizer “Queremos serviço da televisão pública”, etc… Porque a RTP já nos levou a praças que muitos nem conheciam que existiam, que nos mostrou praças nunca vistas por muita gente, inclusive todos os anos transmite uma no “esquecido” Alentejo, e lembro-me de vários exemplos (Redondo, Estremoz, Elvas, Vila Viçosa, Reguengos, entre outras localidades). Por isso devemos congratular é a RTP por ainda as transmitir, e criticar sim aqueles canais que se acham muito educativos e depois temos programas que…. Enfim. Temos que questionar e “exigir” ás entidades que se dizem que defendem a tauromaquia de não puxarem o assunto nos locais próprios; ou de não irem á luta, ou irem mesmo ás televisões com propostas e explicarem as coisas aqueles canais que não as querem transmitir. Devemos querer serviço público dessas entidades, que devem proteger com “unhas e dentes” a tauromaquia, e todos os aficionados (mesmo aqueles que infelizmente não conseguem ir ás praças e a única que podem matar o desejo é pela Tv). Isto é a minha opinião, que a RTP é tudo menos a culpada do decréscimo das corridas televisionadas, mas tal como já venho dizendo ás vezes acho que eu é estou mal, e o que está mal e obscuro é que é o correto.

Bem passamos então á Faena Musical desta semana, e o pasodoble que apresento e sugiro a todos os aficionados que ouçam, sendo ele:

Arte e Emoção – António Labreca

É um pasodoble que tem tudo a ver com o artigo de hoje, é nem mais nem menos uma homenagem ao José Cacéres e ao seu grande programa “Arte e Emoção”, que defendia, mostrava a tauromaquia pura e dura na RTP. É um pasodoble diferente do habitual do que se ouve nas praças lusas, contando para além de solo de trompete (o habitual), tem também solo de saxofone. Quem tiver a curiosidade de ir ouvir sentirá emoção em alguns momentos na peça. Está muito bem escrito pelo Sr. António Labreca (Músico) da Banda do Samouco, e que tem mais alguns escritos, que conforme a leitura dos artigos (se forem muito ou pouco lidos) aqui apresentarei ou não.

É um pasodoble pouco ouvido nas nossas praças, talvez porque o autor apenas o disponibilize para a sua banda e a meu ver bem, é seu “oferece” a quem quer. E julgo que também é um pouco mais de concerto no meu ponto de vista, dai também ouvir-se pouco nas nossas praças.

Um grande Beijo para as aficionadas, e um grande abraço aficionado para eles.

Até á próxima semana, ouçam os pasodobles, e boas corridas!!

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