Ontem, era tarde para sairmos à rua!

Não me movem nenhuns interesses de protagonismo, apenas pretendo ser útil à causa que nos une e que precisa de todos, o mundo do toiro.

Defendo e sempre defendi, como o atesta a proposta que apresentámos à Prótoiro em Agosto passado, uma acção concertada (aquela que se deveria ter realizado antes das últimas eleições legislativas, frente ao Campo Pequeno – quanta coisa poderia ter sido evitada!).

Com todos a remar na mesma direcção, e sem quaisquer divisionismos estéreis que só prejudicam aquilo que nos deve unir, pondo em primeiro lugar os superiores interesses da nossa cultura tauromáquica.

O Covid tem as costas largas, e tem servido de pretexto para proibir, basta de manobras de diversão para nos enganar.

Será que ainda não chegou a hora?

Nada de acções desgarradas, todos unidos vamos mostrar a nossa força.

Basta de hesitações, de enxovalhos, de menorização da nossa cultura taurina, por parte do Poder! De quem nos odeia e despreza do alto da sua moralidade, de agência de emprego que nos entretém com o folhetim “Centeno”/ versus Banco de Portugal, ou Novo Banco, enquanto nega ou põe entraves á abertura tauromáquica que, de uma forma discriminatória continua confinada, enquanto tudo vai abrindo ao seu redor!

A passividade mata, chega de inacção!

Louvo a acção reivindicativa dos cavaleiros tauromáquicos, sei que há movimentações isoladas nas redes sociais e posso estar de acordo com outras acções a realizar.

Mas não seria melhor e teria porventura mais impacto, uma grande movimentação/ concentração em que estivessem presentes todos os agentes da Festa, e em que os aficionados (verdadeiro sustentáculo da tauromaquia) participassem e fizessem ouvir a sua voz?

Faltam decisões no nosso País, que nos despertem desta letargia que nos tolhe, e o tempo não espera!

É imperiosa uma acção convincente em defesa da tauromaquia.

Não quero acreditar que isto está a acontecer no meu País!

Conspurcar a estátua de um grande português, pensador, inovador digno de exemplo para a sociedade em que vivemos e que tem perdido muitos dos seus referentes, dos seus heróis, só pode ser coisa de gente cobarde e sem princípios por muito que se arvorem em progressistas.

Falo do Padre António Vieira, um expoente da cultura portuguesa, que agora tentam denegrir a reboque de doutrinas importadas, que a serem permitidas vão trazer a anarquia, as pilhagens, o desrespeito pela liberdade de cada um, e a ruptura da sociedade que conhecemos.

Vemos alguma imprensa de forma dissimulada, promover a destruição dos símbolos da nossa cultura, veja-se Fernando Pessoa no Chiado, a estátua que se segue!

Que paranóia, que irresponsabilidade esta de etiquetar de racistas, fascistas, colonialistas ou outras, figuras que nos são queridas e que fazem parte do nosso imaginário colectivo, enquanto País com História e Tradições!

Não tarda nada, tiram o poeta nacional Luís de Camões da sua praça e do seu pedestal!

Tempos conturbados estes, em que a própria Lei garante da vivência democrática, que não da libertinagem, é posta em causa com a conivência do Poder mais inclinado a aceitar e dizer ámen ao politicamente correcto e às modas importadas, omitindo e desprezando o próprio interesse nacional.

Afinal querem acabar com a cultura tauromáquica, porque representa um estorvo para estes iluminados que querem subverter a nossa sociedade.

Sei que muitos não gostam que se mostrem os exemplos dos nossos vizinhos espanhóis, mas perdoem-me o desabafo: será que os bons exemplos não são para ser seguidos?

Aquele passeio no passado sábado, em muitas cidades espanholas em defesa do mundo taurino, contou com a participação de milhares de profissionais do toureio. Fruto de uma estratégia bem organizada, com um manifesto/ verdadeiro hino à tauromaquia, lido por grandes figuras do toureio, galvanizaram e mobilizaram multidões. Representou um inequívoco sinal de força e de resposta, á nefasta política do governo espanhol em relação à tauromaquia!

Face à luta dos ganadeiros açorianos e à reivindicação dos aficionados às tradicionais “Corridas à corda” nos Açores, o Governo Regional açoriano resolveu apoiar a tauromaquia.

Saibamos aproveitar a conjuntura que atravessamos, é altura de passarmos ao ataque com medidas consistentes que mostrem a nossa força, a nossa união, e a justeza das nossas posições com uma mensagem forte e eficaz em defesa da tauromaquia.

Até porque ontem era tarde, para sairmos à rua!