“Os toureiros devem ser contratados nos tempos certos, não com o refugo das ganadarias que ficam para o final, e com as datas que ninguém quer ir”, diz Diego Ventura (c/som)

O rejoneador luso-espanhol Diego Ventura regressou, ontem, a Portugal, para actuar na XVI Tourada Real, em Salvaterra de Magos.

No final das suas duas lides, o rejoneador falou ao Toureio.pt, mostrando-se “feliz”, “porque acho que no primeiro touro tive uma lide muito boa, com um touro que se deixou, muito bem, tourear e no segundo, com um touro mais difícil, com dificuldades que tinha de ultrapassar mas acho que dei a volta e em alguns momentos fiz coisas importantes”.

O rejoneador destacou ainda “uma casa muito boa, um público muito bom. Importante é que que os três toureiros estiveram muito bem, em grande nível, o público divertiu-se, e isso é o que interessa”.

Sobre as próximas corridas em Portugal, esta temporada, foi directo e disse “acho que esta foi a primeira e a última”.

E explicou que “não é fácil, por muitas coisas, porque acho que os toureiros, principalmente as figuras, devem ser contratados nos tempos certos, não com o refugo das ganadarias que ficam para o final, e com as datas que ninguém quer ir. Acho que isso, para uma figura, seja a cavalo ou a pé, não é o correcto. E por momentos senti-me um bocadinho mal tratado por isso, dói-me imenso o coração por isso, porque gosto muito de estar aqui em Portugal, divirto-me muito. Tenho muitos amigos aqui. Hoje toureava aqui e vinha com uma vontade imensa de tourear e estar bem. E não é fácil, porque o mundo inteiro se rende contigo, está contigo, apoia-te, e que no teu país te estejam sempre a travar, a dar um pontapé, e muitas vezes, até quando estamos sozinhos em casa, sabe mal”.

 

 

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