“Para podermos trazer pessoas à praça, o touro é que manda e tem de ser o rei”, diz Presidente da Ass. Nossa Praça, na apresentação dos cartéis de Coruche (c/som)

A Arena da Praça de Touros de Coruche recebeu este domingo, 1 de Março, o acto de apresentação da temporada 2020.

Uma cerimónia à qual acorreram dezenas de aficionados e agentes da festa, em que foi apresentada a Associação Nossa Praça, tendo estado ainda presente o Presidente da Câmara de Coruche, Francisco Oliveira, que proferiu algumas palavras assim como o ganadeiro António Teixeira e o cavaleiro João Ribeiro Telles.

Após a cerimónia de apresentação, foi inaugurada uma exposição de fotografia, no interior dos curros, da autoria de Miguel Matias.

O Toureio.pt falou com Alfredo Tomás, Presidente da Direcção da Associação, que começou por explicar o nascimento da associação, dizendo que “esta ideia já tem algum tempo, alguns anos, embora não se tenha colocado em prática”, acrescentando que “havia alguma rapaziada, amigos coruchenses, da praça e do touro, que queria fazer uma coisa destas. Surgiu agora porque a empresa De Caras decidiu não voltar a concorrer e então juntaram-se vários amigos e fizemos uma associação e cá estamos para gerir a praça.

Questionado sobre o porquê de ter afirmado no discurso que a base do projecto era o Touro, Alfredo Tomás afirma que “foi o que fez a empresa De Caras durante três anos e penso que é o caminho que a festa tem de seguir, o touro. Para podermos trazer pessoas à praça, o touro é que manda e tem de ser o rei.

Já sobre os critérios para a escolha das ganadarias lidar nas corridas apresentadas, o presidente da associação salienta que “a selecção foi muito natural. Numa das vezes que nos sentámos à mesa, decidimos que este ano íamos apostar nas ganadarias da terra, precisávamos pelo menos de dois curros. Decidimos que um deles era de Veiga Teixeira e para a outra corrida achámos que era giro um concurso de ganadarias aqui do Sorraia e assim decidimos.

Questionado se os cavaleiros contratados foi os pensados primeiramente ou se era possíveis segundas opções devido às ganadarias apresentadas, Alfredo Tomás refere que “os cavaleiros já estavam habituados a falar comigo, e nunca se falava de touros no tempo da De Caras. Contactávamos-los e sugeríamos a data e quando perguntavam quais eram os touros dizíamos “logo se vê”. E foi a política que optámos agora. Posso dar o exemplo da corrida de Veiga Teixeira. Contratámos os três, sem eles saberem quem eram os touros. E penso que tem de ser nesta base para também vermos quem está connosco e quem os quer tourear.”

Sendo uma associação, perguntamos se estaria a ser projectadas outras acitividades para além da organização de corridas, tendo o representante da associação referido que “vão existir, embora ainda sejam embrionários e estejam no papel. Mas queremos também fazer outro tipo de eventos ligados à tauromaquia”, adiantando que “vamos tentar puxar os aficionados e não aficionados para os touros. Por exemplo, ir a uma tenta seja aqui ou numa ganadaria, já falámos inclusive com duas”, ou “por exemplo esta ideia de que as pessoas entrem dentro dos curros, espaço a que nunca foram, é por exemplo uma das ideias do nosso projecto. Neste caso para ver uma exposição. Dar a conhecer aos aficionados e público em geral, coisas que nunca puderam conhecer.

Instado sobre se esta Associação iria nos próximos temos admitir sócios, Alfredo Tomás é claro e diz que “para já seremos apenas nós, mas no futuro deixaremos que outras pessoas (dentro do nosso pensamento) entrem para a associação, foi algo que já falámos.”

Recordamos os cartéis:

– 31 de Maio- Cavaleiros Miguel Moura, Salgueiro da Costa e António Prates. Pegam os Forcados de Évora e Coruche. Touros da ganadaria Veiga Teixeira.

– 17 de Agosto- Cavaleiros António Telles e João Ribeiro Telles. Touros das ganadarias Lopes Branco, Veiga Teixeira, David Ribeiro Telles, António Silva, Vale Sorraia e Cunhal Patrício. Pegam os forcados de Coruche.