Quinta-feira, Abril 18, 2024
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Pré-temporada taurina: definir estratégias e alinhar agulhas

A temporada taurina caminha a passos largos para o seu inicio, quase ultrapassado que está o período do defeso, e que me parece a mim que tem sido mais calmo do que o esperado. Este é um tempo para balanços, mas também para definir as estratégias para o novo ano e deixar os desejos que consideramos serem os acertados para mais uma temporada de sucesso.

Deixem-me entrar também neste tipo de cliché e deixar aqui o meu conjunto de desejos para mais uma temporada taurina. Em primeiro lugar queria deixar a minha nota de satisfação pelos mais recentes dados compilados pela PróToiro correspondentes ao ano de 2015.

O facto de terem existido menos espectáculos mas com mais público, é a meu ver, sintoma do esforço que está a ser feito na valorização de critérios de qualidade mais elevados na nossa festa. Não acho que seja essencial ter cada vez menos espectáculos e cada vez mais público, mas parece-me importante que tal tendência se tenha verificado e se continue a verificar durante mais um par de anos.

Acredito que existem momentos em que se deve promover uma maior quantidade de espectáculos e outros em que se deve promover uma atenção maior a verdadeiros eventos, que marquem o público e a história da festa brava portuguesa e acho que os anos de crise são os anos em que se deve registar essa estratégia e que pelos mais recentes dados parece estar a ser seguida.

Quanto ao ano de 2016, os meus desejos surgem na sequência do que disse anteriormente. O da promoção de uma festa brava de qualidade, o que muitas das vezes é já aplicado mas que deve ser reforçado. Isto é, é essencial que os promotores transformem cada espectáculo num verdadeiro evento, do principio ao fim, que agrade ao público e que os faça querer voltar para o ano e que sirva como um cartão de visita do mundo tauromáquico para aqueles que não o vivem regularmente.

Esse papel parte dos promotores claro está, ao proporcionarem bons cartéis em primeira instância mas também ao melhorarem as condições das suas praças, ao tornarem eficazes os serviços de bilheteiras, de bar, entre outros e ao melhorarem efectivamente a sua promoção, junto não só do público que vai regularmente aos toiros mas também dos que com menos frequência gostam de assistir a um bom espectáculo taurino.

Este último desejo não compete cumprir apenas aos promotores dos espectáculos taurinos mas também à imprensa, da qual faço humildemente parte. Os promotores em conjunto com a imprensa taurina devem promover estratégias de divulgação da festa brava, devem alinhar agulhas para que para o exterior passe uma boa imagem da festa. Guarde-se as polémicas para os almoços, os jantares, as tertúlias e guarda-se o que de bom é feito para a divulgação e promoção da nossa festa.

Não se julgue que o que defendo aqui é uma censura prévia às más noticias. O papel da imprensa é também o de denunciar o que de mau é feito. O que defendo sim é uma estratégia comum entre os promotores e a imprensa taurina para uma boa divulgação da nossa festa "lá fora". Isto porque, já dizia o outro: os nossos adversários podem estar cá dentro, mas os nossos inimigos estão lá fora, e é lá fora que temos de mostrar a magia da festa brava e o que de bom dá a festa brava à cultura portuguesa.

Post Scriptum – Dia 24 há eleições presidenciais. Não querendo fazer campanha por ninguém deixo apenas o alerta que passa pelo poder politica a capacidade de criar limitações ou não à nossa festa. Assim, na análise dos prós e contras de cada candidato, incluam também o gosto e o respeito pela festa brava. Só para depois não sermos surpreendidos…

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