Sexta-feira, Dezembro 2, 2022
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“Proibir? Só se proibiam espectáculos até 24 de Abril de 74”, diz Álvaro Covões sobre as Touradas no Campo Pequeno

Numa altura em que o futuro da Praça de Touros do Campo Pequeno está na ordem do dia, o site Infocul falou, esta terça-feira, com Álvaro Covões, o novo gestor deste espaço.

Álvaro Covões garante que existe uma obrigação de serem realizadas corridas de touros no Campo Pequeno, dizendo mesmo que “só se proibiam espectáculos até 24 de Abril de 74”

A escritura “foi assinada no dia 7 de Fevereiro”, começou por nos revelar. Quando questionado sobre a colocação ou não de uma providência cautelar por parte da família Borges (que levou a cabo a renovação do Campo Pequeno, Álvaro explicou que “todos os processos que estão na justiça, estão na justiça. Eu vi coisas escritas que nem sequer a escritura tinha sido feita, o processo seguiu normalmente”.

Sobre o futuro da tauromaquia na primeira praça do país, começou por dizer que “neste momento temos uma pessoa responsável, como director-geral, que está com a equipa de eventos a trabalhar no sentido de fazer cumprir as obrigações que temos e os contratos que temos”, referindo-se a João Gonçalves.

Questionado Álvaro Covões se era sua intenção proibir as corridas de touros no Campo Pequeno. A resposta de Álvaro Covões foi clara: “Proibir? Essa é uma palavra muito difícil, só se proibiam espectáculos até 24 de Abril de 74. Portanto a palavra proibir é uma palavra muito perigosa e não gosto muito disso”.

Acrescentou ainda de que “eu acho que de facto as touradas é um tema que divide as pessoas” e que “eu já o disse publicamente, que eu enquanto promotor, não sou promotor de touradas porque não é o meu negócio, e acho que nós quando organizamos eventos devemos fazer aquilo que sabemos fazer e não podemos inventar. Eu sei que é um tema que ultimamente tem sido muito discutido na sociedade portuguesa e é a sociedade portuguesa que tem de discutir qual é o futuro”.

Referiu ainda que “eu não estou na gestão directa e, portanto, é uma pergunta difícil, mas há uma obrigatoriedade de dar corridas, aliás isso é público”, quando questionado sobre o número de corridas que exige a obrigatoriedade contratual.

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