“Quero acreditar que a DGS vai ter vontade de averiguar se isto é exequível”, diz Presidente da ANGF (c/vídeo)

No início desta semana, a Direcção-Geral da Saúde em conjunto com a Inspecção-geral das Actividades Culturais divulgaram as medidas a tomar para a retoma da actividade tauromáquica, no âmbito da pandemia da Covid-19.

Algumas medidas emitidas pela DGS incidem especificamente nos Moços de Forcados, estes que terão de realizar teste à Covid-19 antes de uma corrida de touros.

Neste sentido, este foi um dos temas abordados na grande entrevista que o Presidente da Associação Nacional de Grupos de Forcados, Diogo Durão, concedeu ao Toueio.pt.

Diogo Durão considera que “se as medidas que saíram eram para viabilizar o espectáculo, é impossível”, no entanto “quero acreditar que a DGS tem algum desconhecimento sobre a realidade taurina e quero acreditar que a DGS vai ter vontade de averiguar se isto é exequível”.

O Presidente da ANGF, afirma que na DGS “há um desconhecimento geral sobre as regras da tauromaquia”.

Já sobre os espectáculos já marcados, Diogo Durão salienta que “há alguns espectáculos já marcados, de algumas pessoas que tem muita aficion e que têm muita vontade de, a todo o custo, fazer uma corrida de touros, mas é completamente inviável”.

Já sobre as medidas a tomar concretamente com os Grupos de Forcados, o representante desta classe refere que “a única coisa que nos parece um bocado mais delicado é a questão dos testes”, no entanto deixa claro que “vamos reduzir o número de forcados fardados e reduzir o número de forcados na trincheira”.

Sendo que ainda sobre as medidas aprovadas pela DGS, Diogo Durão quer “acreditar que a DGS fez isto porque tem uma preocupação, que é legitima, com a questão da pandemia”.

Veja, de seguida, a segunda de três partes de uma grande entrevista com Diogo Durão: