Domingo, Outubro 2, 2022
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Redondo, triunfa Rui Fernandes e toiros de Pinto barreiros

O ouro da corrida do Redondo coube a Rui Fernandes na sua primeira lide; uma actuação com garra que sagrou Fernandes como o grande triunfador da tarde, em que logo no primeiro curto colocou a praça em pé; uma brega de proximidade e ferros de grande nota ao som de Puerta Grande eram a prova de que ela iria ser aberta nesta derradeira corrida da temporada. Uma lide para recordar. O seu segundo foi brindado com mais uma grande actuação; uma lide de menos a mais com destaque para um grande ferro curto cravado na parte final da lide, o público exige mais e Rui troca de montada e crava um excelente par de bandarilhas que serviu para fechar com chave de oiro esta corrida e esta temporada taurina de plena consagração para Rui Fernandes.

A prata da corrida foi para Vítor Ribeiro, uma primeira actuação frente ao toiro menos bom da corrida em que o cavaleiro esteve por cima do astado; em dia de aniversário o toiro não colaborou na festa mas mesmo assim Vitor Ribeiro na sua temporada de regresso demonstrou que não voltou por acaso e deu provas disso mesmo sacando uma lide interessante e muito esforçada, rematada com um ferro em sorte de violino que o respeitável lhe exigiu. No segundo que lhe calhou em sorte a coisa foi bem diferente, logo o primeiro curto cravado ao estribo e de alto a baixo cumprindo as mais exigentes regras, fez levantar o público das bancadas, uma lide emotiva que brilhou sobretudo pelos grandes momentos de brega e remate das sortes que agradaram bastante ao público presente, que em tarde de vários acontecimentos pela região apenas preenchia um quarto de casa.

António Ribeiro Telles conquistou o bronze desta tarde; uma primeira lide um pouco apagada do cavaleiro da Torrinha que apenas cumpriu com acerto a cravagem da ordem; no seu segundo, o toiro mais pesado da corrida com quinhentos e vinte quilos, que logo de inicio pregou dois sustos a António, e espalhou emoção pelas bancadas; foi aproveitado da melhor forma numa lide sempre a crescer e que terminou em bom plano sobressaindo a valentia com que o Maestro soube acariciar as impetuosas investidas do seu oponente criando como é seu timbre momentos de grande intensidade artística.

Os forcados amadores de Coruche pegaram os seus três toiros à primeira tentativa sendo forcados de cara: Ricardo Dais, José Marques e João Laranjinho. Pelos forcados da casa (Redondo) Hugo Figueira e Carlos Silva, que brindou a António Recto presidente da Câmara Municipal do Redondo pegaram ambos á primeira tentativa, Flávio Caeiro executou duas tentativas sendo depois dobrado por Rui Grilo que pegou à primeira tentativa.

Em final de temporada terminava assim a actividade taurina por terras Alentejanas, um espectáculo para recordar; uma grande entrega de todos os artistas e um curro de toiros verdadeiramente bravo, com nota mais baixa apenas para o lidado em primeiro lugar por Vítor Ribeiro; todos a transmitir a emoção que todo o aficcionado quer mas que só algum exige. Joaquim Alves foi chamado a agradecer no final (podia ter sido com toda a justiça muito antes) o grande triunfo que a sua ganadaria teve nesta tarde; os míticos toiros de Pinto Barreiros provaram mais uma vez que continuam a ser das últimas grandes reservas de bravura da nossa cabana de bravo. 

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