“Se a moda pega, se calhar os forcados vão ter de tomar uma posição”, diz vice-presidente da Associação de Forcados sobre os recortadores (c/som)

Nas últimas semanas muito se tem falado da introdução da arte dos recortadores numa corrida de touros, tendo o Toureio.pt ouvido a Associação Nacional de Toureiros e a Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos, nomeadamente Nuno Pardal e Paulo Pessoa de Carvalho, tendo ambos mostrado uma posição contrária à introdução de recortadores numa corrida de touros.

À margem de um colóquio realizado recentemente em Cabeço de Vide, o Toureio.pt falou com Tiago Prestes, Vice-Presidente da Associação Nacional de Grupos de Forcados que afirmou “a ANGF não teve formalmente nenhuma posição sobre a questão da corrida com recortadores”, no então não se escusou a dar sua opinião dizendo que “se for um espetáculo que se dê fortuitamente uma vez ou duas em Portugal, com certeza que vejo isso com bons olhos e não tem problema nenhum, é um formato que não estamos habituados… houve já outros como touros e fados, toiros e folclore, e tudo mais, não é por ai que eu vejo alguma situação menos boa”, deixando bem claro “ que me custa é que, se este espetáculo tem alguma continuidade ou se pega de raiz, vamos por os forcados confrontados com a situação de pegar cada vez menos e com uma tauromaquia alternativa que nem se quer ter a ver com a cultura portuguesa, nem pouco mais ou menos tradicional”.

O Dirigente da Associação Nacional de Grupos de Forcados, refere ainda que “se a moda pega, se calhar os forcados vão ter de tomar uma posição, porque não estou a ver, hoje em dia com os grupos que existem em Portugal, estarem á mercê deste tipo de novos formatos”.

 

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