Terça-feira, Setembro 27, 2022
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Serpa: LUQUE!!

O ser possível ter toureio a pé em Portugal, na medida do que o regulamento permite, resume o aficionado festival 2015 dos Bombeiros de Serpa.

Oportunidade perdida por muitos dos “ditos” aficionados, que primaram pela ausência, de assistir a uma tarde de toiros com muito interesse e a um sublime “treino” de Daniel Luque, de partida para a feira de Pascoa em Arles. Em ritmo de “tentadero” trouxe uma lufada de ar fresco, toreria, essência e ensinamento a um depauperado de valores, escola e princípios taurinos, Portugal das Toiradas. Foi companheiro excepcional o novilho-toiro de Pereda, muito codicioso, encastado e nobre por ambos os lados, serviu na perfeição para um toureio completo e inspirado do Matador de Gerena (Sevilla). Por verónicas recebeu e abriu o livro seguiu-se uma faena variada  e a cuidar o opositor para que este durasse e lhe permitisse sentir-se “a gosto” até ao desfrute completo. Por ambos pitons foi mandão, artista e até pinturero em diversas series. Sem exagerar nos adornos finais, saiu sorridente e satisfeito com o labor desenvolvido… e nós agradecidos!

Também no toureio a pé e com outro bom novilho de Pereda, andou fácil e dentro do seu melhor registo Juan Pedro Galán. Agradou pela forma como recebeu e entendeu o novilho, bonito com o capote e toureiro com a muleta. Não chegou tanto à bancada porque não era fácil sair depois do que Luque deixara de ambiente, a quem tem menos rodagem apesar de mais antigo. Foi bom, não desmereceu e contribuiu positivamente para o êxito do toureio apeado, em Serpa.

No que concerne ao toureio a cavalo foi uma tarde de treino ao som dos oponentes, que no geral colaboraram e deixaram-se lidar, sendo mais trabalhoso e complicado o ultimo.

Manuel Lupi andou diligente a cuidar um bondoso V. Crujo. Rodou sem comprometer e saiu em bom ambiente após boa serie de curtos.

João M. Branco lidou um cómodo Ascenção Vaz, com momentos de maior acerto nos curtos, chegando ao publico e saindo ao agrado do conclave. Fez o que tinha a fazer do ponto de vista da brega e procurou aperfeiçoar e treinar a gosto. Nota-se ainda o inicio de época, mas deixa vontade de seguir a progressão futura.

Salgueiro da Costa esteve diligente com outro A. Vaz, menos colaborante, que pedia mais brega e labor. Esteve bem quanto a critérios de lide e trabalho de lidador par o deixar em sorte, menos conseguida a colocação da ferragem, não desmereceu e teve também boas execuções, pontuais, ao nível a que pode e deve estar. Foi positivo no global.

José Luis Pereda Jr. teve no “cantante” que o agraciou com um momento de “cante hondo”, o ponto de maior comunicação com o publico. Andou rápido e sem grande sentido lidador. Não comprometeu mas também não acrescentou. Tocou-lhe cómodo novilho seu.

Joaquim B. Paes foi para nós o triunfador do trabalho lidador da tarde, quanto ao toureio a cavalo. Trouxe de casa o pior do encerro, manso, com volume e sentido desde cedo, nunca quis jogar. O jovem Joaquim puxou dos galões, foi para cima dele e quis sempre contrariar as dificuldades. Nos curtos recorreu ao magnifico russo com o ferro de PHM e venceu o oponente em definitivo. Conseguiu que o novilho se entregasse, esquecesse as querenças e deixasse rematar com ferragem mais bonita e artista. Foi laborioso o miúdo! Gostámos!

Nas pegas uma tarde fácil pela bondade dos novilhos-toiros. Nem sempre tecnicamente bem (sobretudo os caras), valeram os ajudas, em especial no ultimo pegado “a meias”.

Foram caras, todos à 1ª tentativa: António Grade, Luis Barbosa e João Sepúlveda, com chamada de Luis Amador para a volta final, por Cascais. Miguel Sampaio e Diogo Morgado por Beja.

Dirigiu o Sr. Agostinho Borges. Fez prova para bandarilheiro praticante Francisco Marques e guardou-se um minuto de silencio por Filipe Garcia do Real G.F.  Amadores de Moura.

Um terço de publico foi pouco para um bom espectáculo e para os Bombeiros de Serpa!

 

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