“Só temos que dar os parabéns à senhora Ministra, porque errou e corrigiu o erro”, disse o Presidente da ANGF (c/vídeo)

Estavam agendadas para o próximo sábado um conjunto de iniciativas organizadas pelos Grupos de Forcados, de forma a demonstrar o descontentamento do Sector Tauromáquico contra, aquilo que dizem ser, uma discriminação cultural.

No entanto a evolução epidemiológica negativa do país levou os Forcados a desconvocarem estas actividades e serem assim, também, agentes de saúde pública.

O Toureio.pt esteve à conversa com Diogo Durão, Presidente da Associação Nacional de Grupos de Forcados, que  começou por explicar que “nos últimos dias começámos a ver que já não era só uma actividade local, a dimensão começou a ser gigante, eu acho que há muito tempo que não víamos tanta gente em torno da tauromaquia, a falar a Tauromaquia e com vontade de a defender.”

O Presidente da ANGF afirma que “temos sido um exemplo de civismo”, quando se refere às marchas que estavam a ser programadas com toda a serenidade a cumprir “os procedimentos legais obrigatórios”, acrescentando que “não houve nenhuma força de segurança a tentar impedir o que quer que fosse

Nesta entrevista falou-se ainda das várias acções solidárias que têm sido realizadas pelos Forcados, referindo Diogo Durão que “o espírito de entreajuda e solidariedade fazem parte do ADN de uma jaqueta”.

Sobre a alegada discriminação que o sector está a sofrer e sobre os insultos que os agentes da festa têm sofrido ao longo dos anos, Diogo Durão adiantou-nos que a Associação de Forcados criou “um gabinete jurídico para, a partir de hoje, quem quer que seja que nos ofenda, vai obrigatoriamente ter resposta judicial para isso, ou seja, acabou o tempo de ofenderem porque lhes apetece”.

Já sobre as atitudes tidas recentemente em Évora e Elvas, por parte da Ministra da Cultura, Diogo Durão salientou que “só temos que dar os parabéns à senhora Ministra, porque errou e corrigiu o erro ao aceitar a oferta humilde”.

Veja de seguida na íntegra a primeira de três parte de uma grande entrevista ao Presidente da Associação nacional de Grupos de Forcados: