Tauromaquia de Luto: Faleceu Armando Soares

Armando Soares

Segundo está a avançar o Correio da Manhã faleceu, esta quinta-feira, o matador de touros Armando Soares.

Armando Soares faleceu aos 85 anos, vitima de um Acidente Vascular Cerebral.

Armando Soares nasceu em 27 de outubro de 1935, no Barreiro (distrito de Setúbal).

Armando Soares foi pupilo por mestre Patrício Cecílio, na Escola de Toureiro da Golegã.

A estreia de Armando Soares, como novilheiro amador, em Portugal ocorreu em 1955. Rumando depois a Espanha, onde debutou em 28 de abril de 1956, na praça de Badajoz, numa novilhada sem picadores.[1] A 30 de setembro de 1962, na Real Maestranza de Sevilha, diante de um toiro de Concha y Sierra, recebeu a alternativa, apadrinhado por Miguel Mateo “Miguelin”, ocasião em que cortou uma orelha.

A 15 de agosto de 1965 foi confirmar a alternativa em Las Ventas, Madrid, com touros de Moreno Yagë, tendo sido apadrinhado por José Martínez Limeño. Nessa época de 1965 efetuou 24 corridas. No ano seguinte fez 20 e na temporada de 1968 participou em 23 corridas de touros.

Armando Soares recebeu o Prémio Bordalo (1964), ou Prémio da Imprensa, enquanto “Matador de toiros”, entregue pela Casa da Imprensa em 1965, na categoria “Tauromaquia” que também distinguiu o cavaleiro José Mestre Baptista e o Cabo dos Forcados de Santarém Ricardo Rhodes Sérgio.

Com actuações em Portugal, Espanha, França, África, México e Califórnia (EUA), Armando Soares vestiu-se de toureiro durante 38 anos, 26 dos quais como matador.[4]

Nos anos de 1975 e 1976, Armando Soares foi levado a tribunal por duas corridas de morte mas foi posteriormente indultado.

A retirada oficial de Armando Soares deu-se a 6 de outubro de 1988, no lisboeta Praça de Touros do Campo Pequeno.

Foi um dos fundadores, em 1992, da Escola de Toureio da Moita, onde deu aulas.

Em 2005 foi apresentada a obra A tauromaquia no Barreiro – Uma figura: Armando Soares, um trabalho de investigação de Fernando Carvalho Mota inserido no projecto “Barreiro no Tempo”, da Câmara Municipal do Barreiro.

Em 2012 recebeu o VI Prémio Bacatum, entregue pela da revista Novo Burladero.