V Festival dos Romeiros de Vila Boim

Falar do festival taurino dos Romeiros de Vila Boim era falar apenas de uma parte de uma grande festa que se passou nesta localidade Alentejana, uma jornada intensa que começou na sexta-feira com uma demonstração de toureio com alunos das Escolas Taurinas da Moita e de Badajoz onde se destacou Paula Santos da Escola da Moita; jornada de festa e convívio pela noite dentro. Sábado era dia de festival ; Manuel Lupi voltou ás lides depois da sua retirada das arenas o ano passado, lidou um toiro da ganadaria de seu Pai e mostrou que quem sabe nunca esquece.

Soller Garcia lidou um toiro de José Luis Sommer de Andrade ao qual cumpriu com a cravagem da ordem sem grandes alardes.

David Gomes foi o triunfador da tarde na parte a cavalo, uma lide a um toiro de Lopes Branco; de alta nota logo na ferragem comprida com destaque para o terceiro que cravou, depois de ferros curtos de boa nota rematados sempre com alegria, crava um de palmo e um par de bandarilhas para rematar e escutou os maiores aplausos da tarde;

O rejoneador Espanhol Àlvaro San Emitério que substituía António Prates acrescentou um toque rejoneio á tarde, uma lide com altos e baixos a um toiro de Canas Vigouroux que não complicou;

A parte apeada tinha mais aliciantes: João Augusto Moura lidou um novilho da sua ganadaria, Torre de Onofre que serviu na perfeição para João Augusto poder bordar o toureio que leva dentro, no capote recebeu bem á verónica, brilha depois num quite por chicuelinas; Claudio Miguel deixa   grande par de bandarilhas; e na muleta João ofereceu grandes séries de derechazos, passes cambiados, um susto na parte final e um arrimón para sacar uma grande série de naturais puseram ponto final a uma boa e larga faena a um novilho interminável da sua ganadaria.

A expectativa para ver o Espanhol Ginés Marin era grande; novilheiro puntero e vencedor dos certames de novilhadas da Extremadura e Andalucia em Vila Boim pouco pode fazer perante um novilho sem classe que pertencia á ganadaria de Conde cabral, vários desarmes a um novilho sem força; fica na memória uma série de naturais que ficaram a saber a pouco.

Encantou o pequeno João Silva “El Juanito” esse pequeno grande toureiro pertencente á Escola Taurina de Badajoz, filho do grande bandarilheiro Hugo Silva; lidou com valentia um novilho pertencente á ganadaria de Calejo Pires; verónicas e cingidas chicuelinas, na muleta uma faena segura e mandona que chegou fortemente ás bancadas, grande triunfo desta jovem promessa.

As pegas estavam a cargo de um grupo de forcados amigos dos Romeiros: o primeiro da tarde foi pegado por Luis Valério do Grupo de Montemor á primeira tentativa com uma grande ajuda de Pipas Salgueiro e depois de um bonito brinde a esse grande Sr. de Vila Boim que é Custódio Pitéu; a segunda pega foi executada á terceira tentativa por Afonso  Mata do Grupo de Forcados de Èvora, depois foi a vez de João Morais do Aposento da Moita que pegou á primeira tentativa, a fechar a tarde João Pontes do Aposento da Chamusca.

Pela noite seguiu grande festa de verdadeiro luxo na tenda, jantar de reis, seguido de mais uma demonstração de toureio a pé e cavalo seguindo a animação novamente até ás tantas. No primeiro ano escrevemos que certamente esteve festival se iria tornar numa grande tradição e não nos enganámos, já vai no quinto ano e cada ano que passa com mais gente a participar, este ano com praça praticamente cheia e num ambiente fantástico criado por estes grandes Romeiros que preservam as tradições Alentejanas, e ainda por cima promovem a tauromaquia, tudo num ambiente de pura alegria e festa.

 

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