Sábado, Novembro 26, 2022
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Vila Boim e os seus Romeiros, saem mais uma vez, a ombros pela porta grande

Já vai na sétima edição aquela que é a iniciativa de maior promoção da festa brava em Portugal: Dois dias, duma maratona de atividades, que começou na sexta-feira dia nove pela manhã com uma aula de toureio de salão onde estiveram presentes os jovens das escolas do concelho, assim como o conhecido toureiro Espanhol António Ferrera, pela tarde foi a vez das Escolas taurinas de Badajoz, Moita, Vila Franca e Campo Pequeno mostrarem os seus valores perante reses de Ortigão Costa, aqui, pelo que vimos, destacamos os jovens toureiros da Moita do Ribatejo. Sábado pela tarde foi a vez do tradicional festival misto que falaremos mais á frente, e á noite, mais uma importante jornada de promoção, onde tourearam António Ribeiro Telles Filho, Anthony Lupi e Tristão Ribeiro Telles Queiroz assim como os forcados juvenis do Aposento da Moita. De referir que todas estas atividades, principalmente as de sábado, decorreram debaixo de chuva e mau tempo, o que ao contrário do que possa parecer não influenciou negativamente, pois a aficion tanto dos organizadores, artistas e público foram bem mais fortes e persistentes.

O festival começou com a atuação do cavaleiro Francisco Cortes, no ano em que cumpre vinte anos de alternativa. Lidou um toiro da ganadaria de José Luís Sommer de Andrade que lhe permitiu uma lide agradável, onde pudemos assistir ao toureio tremendista e alegre do cavaleiro de Estremoz, lide esta, que foi premiada com volta. Bernardo Bento dos Forcados Amadores de Santarém pegou o primeiro da tarde à segunda tentativa.

António Maria Brito Pais brindou a sua lide a Francisco Cortes, uma atuação com toreria, templada e ligada; onde cravou ferros de boa nota, terminando com dois de palmo; cumpriu o toiro do Eng.º Luís Rocha. 

Ricardo Raimundo conhecido bandarilheiro ao serviço de Joaquim Bastinhas fardou-se neste festival ao serviço dos Amadores de Évora e pegou o segundo da tarde à segunda tentativa. 

O Maestro Vítor Mendes abriu o capítulo do toureio apeado neste festival misto lidando um toiro de Benjumea. Uma lide onde se pode ver o toureio deste grande Maestro embora a atuação não tenha rompido, muito por culpa do astado da ganadaria Espanhola que apresentava pouco recorrido e pouca força, o que inviabilizou de certa maneira o brilho de Vítor Mendes. Não deu volta

Manuel Dias Gomes é o mais recente matador de toiros Português, toureou bem por verónicas o bonito toiro da ganadaria de Calejo Pires; na faena de muleta mostrou o ofício que tem colhido principalmente por terras espanholas;  toureou pelos dois pintons sacando boas tandas de derechazos terminando em tábuas entre pintons com vistoso desplante. Triunfou, e foi premiado com volta. 

No tércio de bandarilhas do toiro lidado por Dias Gomes brilharam Joaquim Oliveira e Pedro Gonçalves. 

O novilheiro espanhol Miguel Angel Silva lidou um bonito novilho da ganadaria Grave.  Brilhou na forma como o recebeu com o capote principalmente no vistoso quite por "gaoneras"; Silva fez o mais destacado da tarde relativamente ao toureio apeado;  uma lide larga e preenchida, a um grande novilho da ganadaria Grave; bravura e nobreza foram as características mais evidenciadas pelo astado;  uma lide baseada na mão direita que terminou em grande plano por "bernardinas" . Volta para Miguel Angel Silva e também para o granadeiro Joaquim Grave.
Tomás Pinto lidou um bonito "jabonero" da ganadaria Canas Vigouroux , Tomás aproveitou da melhor maneira as nobres investidas do Canas,  uma lide com nota positiva onde cravou ferros de boa nota tendo agradado ao respeitável. Foi premiado com volta. Boa pega dos amadores de Santarém por intermédio de Fernando Montoya.

Jacobo Botero fechou a tarde da melhor forma perante um bravo toiro da ganadaria Lupi, uma lide com garra do jovem Colombiano que apesar de ter sofrido alguns toques na montada cravou ferros de nota alta, alguns deles rematados com ajustadas piruetas na cara do toiro, que bastante agradaram ao público presente. A última pega da tarde foi executada á primeira tentativa por Fábio Cabeçana dos Forcados Amadores de Évora.

Com o defeso a chegar, e com ele as tradicionais atribuições de prémios aos melhores da temporada; não se esqueçam dos Romeiros; o prémio aficion e promoção da festa brava, este ano tem que ir para eles; sem favor nenhum!

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