Viram-se grandes toiros em Alcochete

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Foto: Arquivo

Anunciada como um confronto de ganadarias, os Silva e os Fernandes de Castro não deixaram os seus créditos por mãos alheias. Sem crenças, investiam de qualquer lado foi um regalo vê-los.

Para tourear estes bem apresentados toiros vieram Luís Rouxinol, Filipe Gonçalves e Marcos Bastinhas que se anunciavam como reis das bandarilhas, o que provaram sobejamente.

Os Forcados que se propunham pegá-los eram os Amadores de Évora, de João Pedro Oliveira e os de Alcochete, de Nuno Santana.

O espectáculo foi dirigido por Ricardo Dias, assessorado pelo veterinário Carlos Santos.

O tauródromo teve três quartos dos lugares ocupados. Boa moldura humana em qualquer circunstância e melhor ainda no início da temporada.

Luís Rouxinol recebeu o Silva com 555 Kg que lhe coube em sorte parando-o com saber, toureando à tira até mudar de montada e passando para os curtos onde se sente a gosto. Foi bom ver dar a primazia ao toiro e fazer com uma lentidão e ter a medida certa em tudo o que faz. Pegou este toiro João Madeira, dos Amadores de Évora. O toiro arrancou pronto e a viagem foi vistosa com o forcado bem fechado e o grupo a ajudar com eficácia. Volta para cavaleiro e forcado.

No segundo do seu lote um Castro, com 605 kg a que aplicou três ferros compridos bem desenhados, em sortes à tira e uma lide bem conseguida. Nos curtos montou espectáculo com um violino, um palmito e um par de bandarilhas como sabe tão bem fazer. Pegou este toiro Manuel Pinto à segunda tentativa. Um pegão que fica na retina.

Filipe Gonçalves, outro às das bandarilhas, recebe o seu Silva com 595 kg, com a propósito, utilizando os compridos para avaliar o seu oponente. No segundo curto, citando em muito curto espaço, apanha um susto mas recompõe-se e vai com ganas à procura do triunfo citando quase sem espaço entre o toiro e a trincheira e põe a praça em alvoroço. No terceiro e quarto curtos com o toiro mais fora, os ferros ficam melhor, e para terminar após mudar de montada, crava o sempre esperado par de bandarilhas a duas mãos.

Vítor Marques foi o escolhido por Nuno Santana para pegar este toiro. Saiu tudo bem feito numa bonita pega. Volta para cavaleiro e forcado.

No seu segundo, um Castro com 585 Kg, destacamos o par de bandarilhas a dar a vantagem ao toiro e ficando esse com o ferro onde mais se luzio. Para pegar veio de Évora José Maria Caeiro que faz tudo bem feito, tendo resultado numa grande pega. Volta para cavaleiro e forcado

Marcos Bastinhas vem a Alcochete com uma carga simbólica enorme e vem disposto a ganhar. Tenta fazer uma porta gaiola mas o toiro de Fernandes de Castro, com 580 kg, não o seguiu. À segunda tira, já tem som. Muda de cavalo e tenta levar a água ao seu moinho, especialmente através de quiebros. O primeiro é muito marcado e quase deixa o toiro fora da sorte. Miguel Direito veio de Évora para pegar este toiro, o que fez foi muito bem feito, com muito querer e muita força de braços e foi superiormente ajudado. Bonita pega. Volta para cavaleiro e forcado.

O morlaco que deveria fechar a corrida um exemplar de Silva com 580kg, lesionou-se já depois de Marcos ter cravado dois compridos. Diz o regulamento que neste caso não há lugar à saída de sobrero contudo, a empresa mandou sair o primeiro sobrero, um Castro de 500 kg que não acrescentou nada à função ficando de assinalar os últimos dois curtos. Para a pega saltou José Freire dos amadores de Alcochete e também a ele as coisas não correram bem. Só à quarta tentativa e com ajudas carregadas se consumou a pega. Não houve volta para cavaleiro nem para o forcado.

Viram-se “grandes” toiros a maior parte deles com perto de quinhentos e oitenta quilos, sendo o sobrero o menos pesado, com quinhentos quilos.

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